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A luta contra o sono…

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Awwww… Que soninho… O que eu não dava para estar a dormir agora…! Awwww… Que sono… Não! Não pode ser! Já a semana passada andei na balda, não posso falhar esta semana também!
Ora sejam muito bem vindos a mais uma fantástica crónica do Pai Sofre. Antes de mais quero pedir desculpa a todos os meus (dois) leitores, pela ausência da crónica na semana passada. Desculpem! Para compensá-los irei oferecer-vos um fantástico bilhete duplo para a Eurodisney!! YEAHHH! Hum…?! Como…?! Não gosta de parques de diversões e acha que o rato Mickey é um maricas?! Então, fica já sem efeito!! Já não há bilhetes para ninguém. Ficam apenas com o artigo desta semana e já não vão mal…

Como o título indica, o Pai Sofre de hoje irá falar sobre sono. (Awwww o soninho… tão bom…)
Quem é que não gosta de dormir? Ninguém, não é verdade?! E quantos de nós não davam um braço para poderem estar a dormir agora?! (Bom, um braço talvez seja um pouco exagerado. Uma mão, vá. Ok, uma mão também é de mais. Um dedo! Sim, um dedo. O dedo mindinho do pé esquerdo. Esse eu trocava, na boa, por mais 2h na cama todos os dias!) No entanto os bebés, essas mini-pessoas que podem dormir todo o tempo que lhes apetecer, têm por hábito lutar contra o sono. Agora eu pergunto: mas porquê?!?! Será que vocês não gostam de dormir?! Gostam! Eu sei que gostam. Eu já vi o vosso o ar de satisfação quando estão a dormir. Então porque raio é que vocês lutam contra algo que é bom para vocês?! Epá, não compreendo… É contra o sono e contra a “mama”. São os vossos dois melhores amigos nesta fase, e mesmo assim vocês insistem em lutar contra eles! Mini-burros, pá!

A luta dos bebés contra o sono é um clássico. Quase tão clássico como as cólicas. A única diferença é que as cólicas são coisas para aleijar e o sono não. Ou será que aleija?! A mim aleija-me é quando quero dormir e não consigo. Isso sim, aleija-me a brava… (nota-se muito que gosto da palavra “aleija”, não nota?!). Ainda ontem à noite estava eu a querer dormir, quando a minha filha desata a “aleijar-me” ao lutar contra o sono. Quanto mais birra ela fazia, mais a mim me doía. Quanto mais as horas ela ficava acordada mais a mim me custava. Até que por fim lá consegui que ela adormecesse. “YEAH! Finalmente.” – pensei eu. O problema é que assim que ela adormeceu começou outro problema: o transbordo da miúda para a cama.

Eu não sei se o leitor tem experiência em andar com bebés ao colo. Eu não tenho, confesso. Tenho vindo a adquirir alguns truques ao longo destes três meses. No entanto ainda não domino, na totalidade, a técnica do transporte de crianças. Especialmente no que toca ao transporte, entre assoalhadas, sem que elas acordem. Se agarro na cabeça da cachopa, ela sente as minhas mãos geladas e acorda. Se pego debaixo dos braços, ela assusta-se e acorda. Se tento levantá-la como se fosse um empilhadora, ela estatela-se ao comprido no chão (calma, calma, nunca aconteceu. Pelo menos até agora). Conclusão, sempre que tento levá-la da sala para o quarto ela acorda… O que convenhamos, não é nada fixe!

Assim que chegamos ao quarto começa uma nova aventura. Deito-a no berço e lá começa ela a espernear como se a estivessem a matar. Depois, desata a resmungar feito uma velha rezinga sem placa dentária. E de seguida lança-me 3 ou 4 sorrisos gigantes, intercalados com 2 ou 3 beicinhos super engraçados (que é o truque que ela usa para conseguir o que quer de nós). Até que finalmente percebe que não a irei tirar do berço e lá acaba por adormecer. (Claro que entre tudo isto passou um hora…)

Finalmente a bebé a dormir. Apago as luzes e agora basta conseguir deitar-me na cama em modo “stealth”. Que é como quem diz, a deslizar pelo quarto feito uma dançarina de ballet em pontas. Com grande custo e fazendo o mínimo de barulho possível eis que consigo deitar-me, olho para o lado e a criança dorme. “Uau! Sou um pai espectacular!” penso para com os meus botões. Até que de repente… de repente… “ATCHIIIIMMM!!!” (Porra! A porcaria do chão frio fez-me espirrar.) Não pode ser. A criança acordou assustada e a chorar. Agora terei de começar tudo de novo. “NÃÃÃÃOOO!” Não aguentei, tive que sacar do trunfo: “Ó mor… A miúda tem fome! Agora é contigo! Agora eu vou dormir, está bem?! É que sabes, já é tarde e eu amanhã tenho que ir trabalhar… Muito obrigado meu amor.” E pronto, virei-me para o lado e finalmente consegui adormecer. Mas não sem antes olhar para a minha filha e pensar: “Uau! Sou mesmo um pai espectacular!”

“Ai! Ai! Pai Sofre!”

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