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Diana de Gales, para sempre a Princesa do Povo

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Cumpre na próxima quinta-feira, dia trinta e um, o vigésimo aniversário desde que morreu Diana e nasceu a lenda. Todavia, felizmente para nós a Princesa continuará viva, pelo menos enquanto, baseado no seu exemplo de coragem, nos recordarmos de para onde evoluiria o ser-humano num mundo de boas intenções onde prevalecesse a bondade.

Chamaram-lhe a Princesa do Povo, mas a Lady Di ou simplesmente Diana, melhor assentaria o epíteto de representante na Terra, dos que continuam a acreditar, que o dever de amar ao próximo devia ocupar, para a maioria das pessoas, o topo na lista de prioridades entre as tarefas que têm para executar.

Marcada por uma infância triste, na companhia dos irmãos, tantas vezes deve ter visto o pai maltratar a mãe, que o mais que pôde, adiou qualquer envolvimento amoroso, escapando sobretudo àqueles relacionamentos cuja causa se não conhece e de cujo efeito ela, a todo o custo, queria estar salvaguardada.

Apaixonou-se e casou quando perfez dezanove anos, com um príncipe herdeiro que a não protegeu como à joia mais preciosa do seu vasto tesouro e por isso a perdeu. Mal oficializara o noivado, já no ar os primeiros rumores de traição apontavam ao futuro esposo de Lady Di o papel de vilão que nas tradicionais histórias de embalar contadas às crianças, não costuma ser atribuído às figuras da realeza.

Cedo Diana percebeu que, consigo a competir pela atenção do marido, havia uma mulher mais velha, de quem, no geral, as pessoas não gostavam, porque agindo de forma a interferir na vida de um homem casado, dava sinais de não ter compensado através do aumento da sabedoria, a perda de beleza que fora sofrendo com o desenrolar dos anos.

Pelo meio de receções, viagens ao estrangeiro e a deslocação em massa de pessoas que queriam ver a princesa de perto, chegou a ter mais ciúmes dela o marido, do que outro qualquer homem a quem a esposa, chamando de parte para uma conversa séria, tivesse dito que, por motivos alheios à vontade dele, tinha chegado o momento de se separarem.

Tardando em adaptar-se a um estilo de vida novo, tinha também de lidar com a pressão dos meios de comunicação social, que a faziam querer isolar-se como se do mundo só passasse a interessar-lhe, decifrar o mistério de saber por que razão, no mundo inteiro, havia tanta gente a querer dar nas vistas para ficar famosa, se ela o que mais queria era passar despercebida.

O casamento terminou numa separação benéfica para ambas as partes. Pôde o marido assumir publicamente a relação extramatrimonial que durante anos manteve em segredo e encontrou, Diana, finalmente a paz, curada de uma bulimia, nos braços de um namorado que a não sujeitava a qualquer espécie de pressão que não fosse a de pedir-lhe que todos os dias pensasse em chegar depressa a casa e imediatamente fosse a correr para os seus braços.

Antes ainda houve tempo para ser mãe, e da mesma forma só não viria, muitos anos mais tarde, a tornar-se numa avó extremosa porque, ainda jovem, lhe ceifou a vida um abrupto acidente de viação em Paris, do qual, nem que sobrevivesse sem um arranhão na pele, escaparia ilesa. É que ao seu lado, de rosto distorcido pela violência do impacto, o homem que amava jazia morto e para ela a vida não continuaria a mesma.

Já nem este planeta onde vivemos seria uma enorme bola azul vista do espaço, se passados vinte anos já a tivessem esquecido as pessoas que a amaram. Não teria lugar esta crónica, nem as seguintes que possa vir a escrever sempre que tenha de me inspirar na figura de uma mulher bonita.

 

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