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Factor X e X Factor não são a mesma coisa

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Para ser honesto, o único talent show televisivo que acho que foi muito bem produzido em Portugal foi a Operação Triunfo na RTP, pela mão da produtora Endemol, já há uns anos. Lembro-me do ainda mais antigo “Chuva de Estrelas”, mas não lhe conheço a origem ou semelhantes para poder comparar. Não vou falar do “Idolos”, pois, apesar de reconhecer que estava semelhante ao original, é formato que nunca achei piada, pelo que “I rest my case“.

E agora diz o caríssimo leitor: “Não achas piada ao «Idolos» mas gostas do «X Factor» que é parecido”. É parcialmente verdade. O “X Factor” tem, no entanto, uma nuance muito importante: cria o ambiente ideal a qualquer artista com ambição a super estrela a sentir-se um pouco como uma. Os fãs do formato esperam, em cada gala, não só espectaculares actuações e performances dos concorrentes, mas uma produção – seja pelos LEDs, luzes, bailarinos, cenário, pirotecnia, etc, etc – de nos deixar de queixo caído. Veja o exemplo nas miniaturas abaixo do X Factor Austrália (que pode ver nos videos http://youtu.be/D6wx2ZiIUw4?t=2m15s e http://youtu.be/Uzu4KYRQi-k , respectivamente).

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Mas isso não é o que acontece no “Factor X”. Na primeira edição fui muito critico (sempre de forma construtiva) da produção do programa, da responsabilidade da Fremantle Media Portugal e da SIC, mas sempre com a noção de que era o primeiro ano, que ainda não estavam habituados ao formato. Mas já estamos quase no final da segunda temporada e pouco melhorou. A pobreza na produção é evidente e, sabendo bem que a SIC não tem o mesmo dinheiro para investir em programas que as estações britânicas ou australianas, esperava-se bastante mais. O palco enorme do “Factor X” está muitas vezes quase sem nada, com o artista no meio, a actual sem qualquer suporte. Para não falar que o formato original é exibido em dois dias por semana.

Este é o meu comentário final à SIC (porque acredito que a Fremantle sabe produzir o formato, porque o faz em todo o mundo):  comprar os direitos do formato X Factor” para Portugal e depois obrigar a produtora a produzir uma versão low cost (como se fosse o “Idolos”), é como comprar um Ferrari e depois não o usar porque não se tem dinheiro para o combustível ou manutenção. Simplesmente, não funciona!

 

 

Crónica de João Cerveira

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