Últimas Crónicas

Mescla de cenas absurdas que não lembram a ninguém (ou, abreviando: pura estupidez da boa…)!

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Este é um exemplo de crónica de quando não se sabe o que, simplesmente, escrever. É o tipo de crónica em que o autor tenta de todas as formas demonstrar que se trata de uma espécie de crónica deveras importante para a vida de todos aqueles que optam por perder minutos importantes da sua vida em ler este amontoado de palavras. Por isso vamos aqui fazer um pacto. Eu vou esforçar-me para passar a ideia que isto se trata, efectivamente, de uma crónica com algum conteúdo de valor, e o leitor vai fingir que ler esta crónica não foi, de facto, uma enorme perda de tempo. Vamos a isso? Boa!

Os carecas…

Muito se fala dos carecas. Os carecas fazem cada vez mais parte da sociedade como as pulgas abundam no lombo de um canídeo. São cada vez mais e até parece que se reproduzem à velocidade da luz. Muitos afirmam que se trata de um estilo de vida. Que é uma espécie de penteado que está na moda. Bom, tenho de discordar. No meu caso em particular, o careca não o é por opção natural. Não se trata de uma questão de moda, mas sim, da única forma de resolver o que de muito grave se passa no topo da sua cabeça. Há alguns anos que opto por rapar o cabelo a pente zero. Durante muitos anos tive uma imensidão de cabelo, mas agora, aos trinta e cinco anos de idade, a coisa já não funciona assim. Na parte de trás e nas laterais da cabeça tenho cabelo para dar e vender se optar por o deixar crescer. Mas no topo não. No topo apenas existe um acesso mais fácil e directo para os raios solares entrarem à vontade sem pedirem licença ao proprietário do dito crânio. O que me deixou apenas uma hipótese: rapar o cabelo a pente zero. Não é questão de moda. É a única forma de eu mostrar-me apresentável perante a sociedade em geral. Porque se eu deixar crescer o cabelo na parte de trás e laterais da cabeça, o mais certo é de ser acusado de psicopata ou mesmo pedófilo quando circulo na via pública. É melhor não arriscar e tentar passar despercebido, antes que algum produtor ou realizador de filmes de terror me aborde para interpretar uma qualquer personagem num dos seus próximos filmes de terror. Sou da opinião que foi, de facto, um homem cujos cabelos não abundam em demasia no seu cucuruto a criar a tão badalada expressos “é dos carecas que elas gostam mais!”, só para tentar ofuscar a ideia que ser careca se trata, efectivamente, de uma opção de vida e não de uma obrigação por não ter outra hipótese. Mas em boa verdade, senhores, é mesmo dos carecas que elas gostam mais. Elas é que ainda não se aperceberam realmente desse importante pormenor. Porque quando souberem e experimentarem… Ui, ui…

As beijoqueiras…

Diz-se que as mulheres são muito beijoqueiras. Atenção, não tenho nada contra isso. Acho que elas fazem muitíssimo bem em o ser. Confesso que não sou um fervoroso adepto da troca de beijos quando me cruzo com pessoas que conheço na rua. Bem, depende da pessoa. Se for um familiar ou uma amiga, aí sim eu tenho prazer em o fazer. Porque se trata de uma demonstração de carinho e afecto por alguém que gostamos e que tem alguma importância na minha vida. E dizem que se trata de uma questão de boa educação. Mas se assim o é, então algo vai mal na definição da “boa educação” para certas mulheres. Porque trocar dois beijos em forma de cumprimento, não existe a necessidade de certas atitudes mais estranhas. Passo a explicar. Existem mulheres que cumprimentam de forma normal. Ou seja, são dois beijos – um em cada bochecha – de forma calma e natural. Mas, depois, existem mulheres que têm uma forma estranha de o fazer. Há aquelas que optam por serem agressivas. Dão beijos na bochecha de uma pessoa de uma forma tão agressiva que parece que nos querem magoar de forma propositada. Ficamos com a ideia que, de alguma forma, fizemos algum mal a essa pessoa e ela está a vingar-se naquele momento. Depois existem aquelas que, ao trocar dois beijos connosco, agarram-nos de forma violenta na cara, como se tivessem algum receio de que vamos fugir a sete pés antes de elas nos cumprimentarem. Isso é estranho e, de facto, provoca a reacção de que temos mesmo de fugir a sete pés assim que vemos essa pessoa ao longe. E ainda há aquelas que optam por dar dois beijinhos mas sem nos tocarem na cara. São dois beijos no ar. Dois beijos que nos leva a pensar que a pessoa nos está a cumprimentar por obrigação, e que de certa forma tem algum nojo em o fazer. E pior ainda, aquelas pessoas que dão apenas um beijo. Um simples beijo. Existe duas bochechas. Mas só temos direito a ser beijados apenas em uma. Porque nas duas já é um abuso. E, habitualmente, é nessas ocasiões que fazemos o chamado papel de parvo. Porque pensamos que vamos ter direito a dois beijos e acabamos por receber apenas um e ficar de cara esticada, estagnada, à espera do segundo enquanto a pessoa já está a metros de distância de nós porque despachou a parte do “cumprimento obrigatório” e foi à sua vidinha.

E pronto, ficamos por aqui. Obrigado por ter lido este amontoado de palavras até ao fim. O mais certo é ter chegado à conclusão que, indubitavelmente, ler esta crónica foi uma verdadeira perda de tempo. Tempo esse que nunca mais irá recuperar na vida. Mas… vá, aí dentro, tenho a certeza que, neste momento, se sente uma pessoa mais feliz e culta.

Ou então, não.

Isto é que é uma Vida de Cão, hein…

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