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Se não papas a sopa papas a papa, se não papas a papa, papas porrada!

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Ham… Que belo trava-línguas que eu arranjei para o título de hoje… Gostou?! Então diga lá, três vezes, rápido: “Se não papas a sopa, papas a papa, se não papas a papa, papas porrada!”; “Se não papas a sopa, papas a papa, se não papas a papa, papas porrada!”; “Se não papas a sopa, papas a papa, se não papas a papa, papas porrada!” Ah! Ah! Ah! Que bonito… Você é um artista. quase não se enganou vez nenhuma.

Ora então muito bem, cá estamos nós para mais um fantástico Pai Sofre. A semana passada “falei-lhe” sobre sopas, como tal, esta semana irei falar sobre o fabulástico e incrível mundo das papas!

(Como podem ver os assuntos que ocupam a minha vida nos dias que correm são deveras interessantes…)

A papa para bebés é horrível! Confesso que quando era criança cheguei até a gostar de um ou outro tipo. Mas agora que (não) sou adulto tenho a dizer que aquilo é das piores coisas, e mais nojentas, que alguém pode ser obrigado comer! Amigos, aquilo é pó e água. Fazer papa ou massa consistente é basicamente o mesmo. Eu tenho lá em casa uma massa para tapar as juntas que é tal e qual aquilo. Só os distingo pelo cheiro… (A massa das juntas cheira muito melhor que a papa!). Até acredito que não sejam todas iguais e que, por azar, a que eu comprei é a pior do mundo. Mas a culpa não foi minha. Só adquiri  aquilo que a pediatra me disse para comprar: papa láctea, sem açúcar, sem glúten, sem gordura, sem… sei lá… Sem sabor, pronto!

Mas agora voltando um pouco atrás e explicando aos leitores o que se passou entre a introdução das sopas e a introdução das papas na rotina da princesa…

Há duas semanas atrás a gaiata foi apresentada à sopa e à fruta. Ao inicio foi um tormento, depois passou a ser a melhor coisa do mundo e agora resume-se apenas a um: “…tem de ser, não é verdade?! Então despacha lá isso que eu quero ir brincar!”. O problema é que com toda esta história do deixa a mama não deixa, come fruta não come, come a sopa não come, gosta da colher/detesta a colher, adora a fruta não quer fruta, a piquena acabou por não engordar o que a Sra. Dra. esperava. (Ou, mais propriamente dito, não engordou o suficiente de acordo com o percentil dela… BAHH!) Vai daí indicaram-nos que o melhor mesmo era passarmos a dar sopa ao almoço, fruta ao lanche e papa ao jantar. Isto claro, sempre com o complemente da mama.

Eu. que não sou lá grande fã de médicos, comi e calei. (E é aqui vemos o quão estúpidos nós ficamos quando se trata dos nossos filhos. Tenho a certeza absoluta que se me tivessem mandado comer, que nem um enfarta brutos, só porque apenas engordei umas poucas centenas de gramas durante um mês, certamente iria mandá-la à… fava. Mas como o assunto era a minha filha, nem pensei duas vezes. “Tem de comer papa? Mas será que ela está bem?”; “Será que não engordou porque o leite da mãe não é suficiente?”; “Será que ela não está a crescer de acordo com o espectável por nossa culpa?” Conclusão: VAMOS JÁ DAR PAPA À PIQUENA!

Pouco tempo depois, e assim que passou o efeito ‘telemarketing’, comecei a questionar-me se esta seria mesmo a melhor opção para ela. Ao fim ao cabo a miúda até tinha engordado (pouco mas tinha.). Estava esperta que nem um alho (nunca percebi bem esta expressão. Se alguém souber o significado pode partilhar comigo, sff.). É que se a introdução das sopas ainda mal tinha começado, porque raio haveria eu de começar a dar outra coisa a piquena antes de ela se habituar as sopas? “Não! O melhor mesmo era esperar um pouco mais?!”- Decidi eu.

O problema é que ela não decidiu o mesmo que eu… Assim que ouviu falar em papas ficou louca. Começou a mamar muito menos, a fazer birras de noite, a não querer mamar à hora do jantar, por mais que a mãe tentasse não havia maneira de a convencer. Leite sim, mas apenas de manhã e à noite. Conclusão: lá foi o bom do Gil à procura de uma papa (sem glúten, láctea, sem açúcar, e de milho ou arroz, para 4 meses.)

A demanda pelas papas foi mais complicada que a de Frodo e seus amigos em busca do Anel de Sauron. Ou de Harry Potter, Rony e Hermione em busca da pedra filosofal. Mais demorada que a batalha entre Luke Skywalker e Darth Vader. Mais custosa que… Ok, já perceberam?! Percorri umas 3 ou 4 lojas, encontrei 7 ou 8 marcas de sopas, 5 ou 6 variedades dentro de cada marca até que, finalmente, encontrei 1. Sim, leu bem, UMA PAPA que preenchia todos os requisitos. Claro que adquiri logo dezenas e dezenas de caixas, não fosse entretanto o fabricante decidir deixar de fabricá-la e eu ficar enrascado.

Fui para casa, preparei a papa numa betoneira (não foi, mas bem que podia ter sido), equipei a miúda para a guerra (que é como quem diz, para comer) e, para espanto meu, aquela pasta branca, mal-cheirosa e sem sabor, foi a coisa mais fantástica que ela comeu nos últimos dias. Se vocês vissem a velocidade que ela comia aquela argamassa ficavam doidos. «Zimba, zimba, zimba», quanto mais depressa a mãe lhe dava, mais depressa ela comia. Se por ventura a mãe parasse um bocadinho era logo uma choradeira infernal. Incrível! Realmente os bebés são uns bichos mesmo esquisitos… Sopas saborosas e frutas docinhas? Bahh… Come tu! Agora, papa que parece argamassa e sem sabor nenhum, “NHAM!!! Venha ela!”

“Ai! Ai! Pai Sofre!”

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