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Uma ode às bestas do trânsito! (Com um carinho especial por Charles Darwin…)

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Por mais que o mundo evolua, existirão sempre bestas que não conseguem adaptar-se ao avançar da humanidade. Por mais que nos custe a aceitar, esta é a dura realidade. Charles Darwin, se fosse vivo neste século, chegaria rapidamente à simples conclusão: “Que porra, foi preciso chegar ao século XXI para a minha teoria cair por terra. Eu desisto. Não existe evolução!”. Por mais que as coisas sejam, à primeira vista, até demasiado básicas de entender, existem pessoas que teimam em achar que o mais giro é transformar tudo o que é simples num bicho de sete cabeças. E com essa forma absurda de pensar, conseguem tramar a vida àqueles que, inocentemente, até conseguem encaixar na teoria de Darwin. Tenho de pedir desculpa a Charles Darwin, mas eu começo a rejeitar a sua teoria e chego à conclusão que existe uma teoria melhor de um certo filósofo chamado “Ricardo Espada” que é a seguinte: “O ser humano do século XXI está constantemente a usar o «Pá, estou a cagar-me literalmente para a evolução, pois eu sou mais feliz assim!»”. Ou seja, o ser humano deste século é, simplesmente, burro. Ou direi antes que, o ser humano deste século é tão estúpido, que prefere passar por burro em certas e determinadas situações da vida. Como, por exemplo, no trânsito.

Como sou uma pessoa que, estupidamente, aprecia observar até onde o ser humano consegue demonstrar a sua capacidade de evolução e de abraçar de forma simples tudo o que surge de novo na sua vida, não posso deixar passar impune aquilo a que tenho assistido no trânsito. Os sinais de trânsito existem para serem respeitados. Isso é óbvio até para quem não passou pela experiência de tirar a carta de condução. Eles servem para impor a ordem no trânsito e para, essencialmente, garantir a segurança de todos os seus intervenientes. Isto é básico. Mas, para certas e determinadas bestas, servem igualmente para demonstrar a sua tremenda capacidade para a burrice. Porque, lamentavelmente, as pessoas deste século tendem a rejeitar tudo o que esteja relacionado com o raciocínio. Porque isso dá muito trabalho, mesmo quando as coisas estão de forma simples à frente dos seus olhos.

Existe um sinal de trânsito que é fácil de interpretar, mas que parece, para algumas bestas, existir apenas para ser ignorado. Falo do sinal de trânsito de limite de velocidade que avisa que, se se circular a mais do que a velocidade que lá está escarrapachada, o sinal luminoso vai fechar. Para os mais leigos – ou bestas, volto a insistir – isto quer dizer que o sinal luminoso que apresenta uma cor verde e que, por isso mesmo, significa que podem continuar a circular desde que não ultrapassem o limite de velocidade que está estipulado, irá continuar verde a menos que as bestas prefiram antes que passe a vermelho e assim ficarem parados cerca de 10 segundos até que ele volte a ficar verde. Isto é por demais básico. Devia ser muito fácil de interpretar. Só que não.

As pessoas tendem a dar a interpretação do sinal de uma outra forma. Ou seja, as pessoas – ou direi, uma vez mais, bestas? – olham para o sinal de aviso de velocidade, e acham que devem acelerar para que ele feche. “O quê? 50 km/h? Isto é um desafio, é? Então já vais ver ó sinal. Vais ver se eu não consigo passar antes que caia o vermelho!” E acaba por acontecer duas situações. Primeiro, eles aceleram e, ao chegar perto do sinal, acabam por constatar que não vão conseguir passar com o verde. E depois ou ficam parados no sinal, com a típica expressão de estupidez profunda estampada na cara, olhando para o espelho retrovisor para tentar perceber o que estará a pensar o condutor do veículo que se encontra parado atrás, ou acabam por não querer dar parte fraca, rejeitando que perderam a batalha contra o sinal, e passam o vermelho a toda a velocidade incorrendo numa contra-ordenação e ainda lixando a vida aos outros condutores que circulam atrás e que são obrigados a ficar retidos no sinal vermelho.

O absurdo da evolução no século XXI é tão grande que, lamentavelmente, quando circulo atrás de um veículo e surge este tipo de sinal, dou por mim a pensar: “Por Deus, espero que Darwin esteja certo!”. E logo a seguir: “Vai-te encher de moscas, ó Darwin!”

Isto é que é uma Vida de Cão, hein…

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