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Panóplia de Temas 4

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Volto a considerar que existem para esta semana alguns assuntos diversos a tratar, por isso, voltamos à Panóplia de Temas – 4.ª edição – não só para comentar e opinar sobre temas emergentes, como também  – e passo a redundância – comentar os meus próprios comentários da passada semana, começando então por aqui.

Os temas abordados da passada semana foram 1) A proposta económica do PS; 2) O clássico do passado fim-de-semana vs derrota do FC Porto na Alemanha e 3) As trágicas mortes de naufrágios no mediterrâneo. Começando pelo início, houve afinal, como eu prevera, novos episódios à novela. Aliás mais importantes do que até eu esperaria: eis que a proposta do PS precipitou a formalização da já aguardada e previsível Aliança PSD/CDS. Escolhido – e muito bem a meu ver – a data do 25 de abril para o seu anúncio – data esta que certamente não foi inocente, principalmente se conjeturada pelo estratega político Paulo Portas, que assim tentou esvaziar o habitual protagonismo de que a esquerda sempre se tenta apropriar de tão digna data, que a todos os democratas pertence e não apenas aos de esquerda. Após este anúncio, vem de seguida o PSD formalizar por escrito algumas questões ao PS acerca de tal documento de estratégia eleitoral, com vista a que sejam clarificados alguns pontos que o PSD acha não serem consistentes com os objetivos a que o país está comprometido para o futuro em termos de tratado orçamental e por aí adiante. Esperam-se então as novidades que nos serão trazidas pelos próximos capítulos. Passando ao segundo tópico, urge sintetizar num sugestivo “nim” o resultado que saiu do clássico de domingo. Se para os benfiquistas mais céticos o empate resultou num sôfrego respirar de alívio e num ténue esfregar de mãos, já para os benfiquistas mais exigentes, soube a muito pouco este empate, quando o título (psicologicamente) já poderia ter ficado resolvido neste fim-de-semana. Já para os portistas, a esperança de repetir outros anos de mais sorte e de mais ajuda dos árbitros não aconteceu, deixaram-se enrolar na teia que Jesus montou e assim, poderão ter dito adeus à mais importante oportunidade para começarem a inverter a tendência encarnada desta época. Muito há ainda por decidir… por isso ficamos pacientemente a aguardar o desfecho para daqui a 1 mês, aproximadamente. No que concerne ao terceiro tema da passada semana, houve de facto algumas decisões europeias, infelizmente não no sentido de ajudar e proteger as pessoas – que como os europeus também são pessoas – mas sim a tomada de posição de instaurar um estado de sítio tal que impeça ao máximo que essas pessoas cheguem às portas da Europa. Mais uma vez os líderes provaram que são mais economico-financeiros do que humanitários e poderiam ter ido mais longe. É triste que a civilização que se auto-afirma de “evoluída, cristã, democrática, integradora, etc.” apenas saiba decidir isto. Soube a pouco. De certo que outros pagarão a fatura.

Como temas próprios desta semana, gostaria de comentar 1) a desgraça humanitária ocorrida no Nepal, na qual o número de vítimas não para de aumentar diariamente. Neste caso, ninguém tem culpa, obviamente, visto tratar-se de um sismo de alta escala de intensidade, que afetou um país onde a construção não causa inveja a ninguém. Resta esperar que o comunidade internacional saiba ajudar convenientemente aquele país oriental, saiba prestar os cuidados de saúde e de reorganização o mais urgentemente possível, para que às vítimas mortais diretas do sismo não se venham a juntar mais outros milhares de pessoas a morrer devido à falta dos bens essenciais como água, medicamentos, alimentação e abrigo; além obviamente da necessidade de enterrar os mortos com dignidade e prestar assistência psicológica e afetiva àquelas gentes. Ficamos à espera que os país mais ricos e que organizações internacionais responsáveis tomem o comando sem hesitações e sem olhar a fatores custo/benefício (como é habitual).

Sem grande importância para o mundo, mas de que apetece salientar, saúdo com agrado 2) o regresso do “Quem Quer Ser Milionário – Alta Pressão”, à RTP1. Confesso que, apesar de ultimamente já não assistir muitas vezes, estava um pouco saturado do formato anterior que, apesar de muito bem orientado pela nossa simpática e culta colega Manuela Moura Guedes, estava já a aborrecer. Provavelmente isso também “ditaram” as sondagens de audiência e por isso, esta 3.ª feira se iniciou nova temporada, refrescada com com um conceito parecido, mas mais empolgante. Parabéns pela decisão!

Por fim, mas não menos importante – e não falei antes porque pensei que a situação de iria resolver entretanto, mas isso ainda não aconteceu até à data da escrita desta crónica – gostaria de deixar aqui muito resumidamente a minha opinião acerca da 3) greve marcada de 10 dias para os pilotos da TAP. Este assunto está mais do que falado na comunicação social. No entanto, uma vez que aparentemente não há movimentações para que a situação se altere no que diz respeito à convocatória da greve dos pilotos da TAP para dez dias (de 01 a 10 de maio), penso que devo dizer o seguinte: se o senhor leitor ou leitora reler algumas das minhas anteriores tomadas de posição acerca de algumas atitudes politiqueiras dos sindicatos, entenderá imediatamente a razão da minha indignação ao verificar que 1) há bem pouco (dezembro de 2014) tempo foram negociadas condições entre governo, empresa e sindicatos (na sua maioria, salvo o erro, 8 ou 9 deles) e por isso, as divergência ficaram sanadas. Passados poucos meses, um outro (ou outros) sindicatos “não-alinhados”, desrespeitando portanto os seus próprios colegas de setor (chamando-lhes assim por entre as linhas a todos uns incompetentes), voltam à carga com reivindicações antigas que a maioria dos sindicatos já tinha ultrapassado em negociação de setor. Não sei qual a tendência política destes últimos renegados, nem me interessa saber sequer, mas aposto que serão aqueles senhores mais agitadores radicais de esquerda, para os quais quer concordem ou não, sem saberem de onde vem ou não uma ideia e por aí fora, dizem logo que não, argumentando sem argumentos e explicando sem explicações. Apenas porque é giro ou fixe ser-se do contra, agitar, anarquizar, combater, lutar, nem que seja apenas contra “moínhos de vento” como Dom Quixote. Há que ter juízo, meus senhores. Toda a gente afirma, dos mais aos menos responsáveis que esta iniciativa irá ser muito má para a economia do país e principalmente poderá encaminhar a TAP para o poço sem fundo de que já avista a poucos metros e à qual só falta este empurrãozinho para se atirar. Querem mandar para o desemprego dezenas de milhares de pessoas? Querem perder de vez as rotas que Portugal possui para diversas partes do mundo apenas porque temos a TAP? Querem perder o Hub de Lisboa, tão importante para o circuito aéreo de Europa e na Europa? Ou será que estes senhores estão a mando de alguém interno ou externo para fazer conduzir definitivamente a empresa para a falência e assim poder vir a usufruir das condições objetivas que a TAP possui e pelas quais tem ainda algum valor?

Bem, aqui ficam as minhas reflexões numa semana em que os “nins” tiveram prevalência. Ficamos a aguardar respostas mais definitivas e concretas aos problemas que aqui trouxemos, por aqueles a quem cabe decidir.

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