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A partir de hoje começamos a tentar fazer o nosso bebé!

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– «Ó mor… O “Rastapartex” é a pílula, não é?!»
– «É sim, fofinho… Mas não te preocupes, já joguei tudo fora. A partir de hoje começamos a tentar fazer o nosso bebé!»
– «Raios!!»

Estava lixado! Agora é que não havia mesmo volta a dar. É porque pior do que não dar nada a uma mulher só mesmo prometer-lhe algo que ela sempre quisesse depois voltar com a palavra atrás. Tinha a certeza absoluta que se lhe dissesse que estava a brincar ela punha-me as malas à porta. Isso ou entraria numa de violência doméstica, com ferros em brasa, chicotes, algemas e outros que tais. E acredite em mim quando lhe digo que aquelas coisas que se vê nas 50 Sombras de Grey não são assim tão fixes quanto parecem… Portanto estava decidido! O “Rastapartex” já era! E agora que fosse o que Deus quisesse. (O que, tendo em conta a minha má relação com ele, muito dificilmente seria algo favorável para os meus lados..)

Uma semana passou e a minha decisão em acabar com o “Rastapartex” parecia-me ter sido a mais acertada. Nunca antes eu tinha pensado que tentar fazer um bebé fosse tão bom. Devo ter praticado o “amorrrr” mais vezes, numa semana, do que no resto do ano todo. Era “sexy time” no cinema, no restaurante, no shopping… Ups, quer dizer: no quarto, na sala, na cozinha… Quanto mais a minha adorada esposa pensava na possibilidade de vir a ser mamã, mais sorte eu tinha no campo do “amorrr”.

Quem diria…?! Afinal de contas esta até tinha sido uma excelente ideia. Aliás, naquele momento, esta parecia-me ter sido a melhor ideia de todo o sempre. Confesso-vos que cheguei inclusive a pensar o porquê de ter demorado tanto tempo a pedir-lhe para deixar de tomar a pílula. (Mas ao mesmo tempo rezava a todos os santinhos para que ela não engravidasse logo de seguida.)

Até que chegou a altura de aparecer o período e… Tcharam!! Cá estava ele, o “Chico pinguço” não me deixou ficar mal. Ainda não tinha sido desta. Claro que reconfortei a minha esposa, dizendo-lhe que não fazia mal; que estava tudo bem; que este era o primeiro mês; e que iríamos continuar a tentar. Mas por dentro só pensava que tinha mais um mês de forrobodó, do bom, pela frente. Talvez até melhor ainda do que o primeiro. Com outras posições, outras experiências… Viva o “Chico Pinguço”. VIVA! Com um pouco de sorte tínhamos alguns anos pela frente até ela engravidar. Escreveríamos capítulos novos do Kamasutra. Bateríamos recordes do Guiness. Passaríamos anos e anos no fony-fony até que, um dia (algures lá para 2020/ 2025) ela finalmente engravidaria… HUUU! HUUU! E isto claro, sempre a poupar os tais €13.43, por mês, do “Rastapartex”.

Mas eis que, no mês seguinte, tudo mudou. O dito cujo estava atrasado. E pior é que não era um simples atraso. Era um atraso digno dos atrasos da C.P. Aqueles não se atrasam simplesmente… Suprimem-se!

Fomos até à farmácia, adquirimos o maravilhoso teste do chichi… (E aqui sou forçado a mostrar o meu total descontentamento com este besidróglio.
1º, não há razão para aquilo ser assim tão caro. Estamos a falar de um bocado de plástico, para onde se urina, e de seguida aparece (ou não) uma risca vermelha a dizer que vamos ser papás. Ou, no máximo, alguns um pouco mais evoluídos que dizem: “grávida” ou “não grávida”. Será que aquilo é assim tão caro de se produzir?! Será que se justifica que este aparelhómetro custe quase €10?! É porque o telemóvel do meu pai custou-me €10 e faz muito mais coisas do que dizer, “grávida” ou “não grávida”, no visor! Ok, é certo que é capaz de avariar se fizermos chichi lá para cima, mas ainda assim…
2º, será que já não estava na altura de inventarem uma geringonça mais higiénica e dignificante para avisar as pessoas que vão ser pais? Ou será que é de propósito?! Do género: «Futuros papás o melhor mesmo é habituarem-se já a mexer em urina pois irão passar os vossos próximos anos a mexer nela! HUAHAH! HUAHAHA!» Sabem o que vos digo?! Senhores das farmacêuticas, vocês são ruins, pá!). Mas adiante… A minha querida e amada esposa seguiu as instruções à risca, fez o teste e o resultado foi… foi… Inconclusivo! A desgraçada da risca não era espessa o suficiente para comprovar a veracidade da cena… Raios!
Mas enquanto ela ficou triste, pensando que talvez ainda não tivesse sido ainda desta, eu pensei para comigo mesmo: «OK, estou lixado. Ela está mesmo grávida! Isto tem todo o ar de ser a primeira patifaria do zigoto que um dia se tornará na nossa filha!»

(To Be Continued…)

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