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Quem dá o que tem, a mais não é obrigado…mas pode acabar todo esmurrado.

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O proverbio é antigo, e a profissão que hoje vou abordar nesta crónica também, mas são ambos dignos de uma bela história de polícia, sexo e pancadaria.

O senhor Joaquim (nome fictício), de 51 anos, estava naqueles dias que nós todos temos, naqueles dias em que a carência fala mais alto e só nos ocorre um pensamento: dava tudo por uma keka! Dava tudo o que tenho…mas só tenho cinco euros! Toca a ligar para um dos anúncios de cariz sexual e atende uma voz doce e sexy como o raio que a parta: – Olá bonitão! Preço mínimo dez euros, mas por 50 euros tens os três pratos e sobremesa incluída. O Joaquim ficou encalhado: Foda-se…só tenho cinco euros. Será que já acabou a época dos saldos? Lá combinaram o encontro às 13 horas, na estrada aonde a prostituta fazia a matança, desculpem, exercia a sua profissão. O Joaquim, armado em esperto como só os homens o sabem ser, meteu-se na estrada rumo ao encontro com os cinco euros no bolso. Já francamente excitado, o homem chega ao local, metem-se os dois numa mata e em menos de dois minutos (dizem as más línguas que foi precisamente 1 minuto e 58 segundos, eu não estava lá para poder confirmar esta versão), a questão estava resolvida. Hora de pagamento, o Joaquim já satisfeito só tinha metade do valor combinado. A prostituta, de 34 anos, furiosa, agrediu o cliente e ainda chamou o companheiro, o chulo que obviamente andava por perto, para continuar a dar uns valentes açoites ao pobre do Joaquim, que no final teve de ser transportado para o Hospital com ferimentos graves. Sim, vou tentar não rir do azar alheio.

 Há aqui três questões a ser abordadas: A primeira, o homem é uma besta. Um homem que tem de pagar para ter sexo significa que não vale nada. Um homem casado que paga para ter sexo com uma prostituta, que provavelmente nem preservativo usa, e que nem um banho tomou deste a ultima a relação sexual, esse homem casado além de não valer absolutamente nada, está a colocar a saúde da esposa em risco. Porque não pagar à própria mulher para ter sexo com ela? São fantasias sexuais que resultam em muitos casais, porque não satisfazê-las com a pessoa que vos lava as cuecas?

Segunda questão, quanto vale afinal a exposição do nosso corpo? Eu não sei o que é possível de ser feito sexualmente por dez euros, confesso que até tenho alguma curiosidade em saber, mas o que me aflige é que, seja por vícios (droga na maior parte dos casos) ou para colocar comida na mesa, a mulher continua a sacrificar-se, e uso esta palavra forte porque, existe realmente um sacrifício tremendo em ligarmos o nosso corpo a outra pessoa pelo qual não sentimos absolutamente nada.

Compreendo e aceito que existam mulheres na prostituição por dinheiro e por prazer, mas estamos a falar de situações diferentes. A mulher que se prostitui e tem prazer não ganha dez euros numa berma de estrada, mas pode ganhar mil euros num hotel de cinco estrelas, são ambientes e níveis sociais totalmente diferentes, embora o princípio seja igual, vender o corpo. Todos temos alguma promiscuidade, embora não assumamos, a nossa mente e fantasias não tem limites, e ainda bem que assim é, pagar para ter sexo, atenção, carinho, embora não saiba o dia de amanhã (eu, cinquentona naqueles dias de tórrido calor a requisitar os serviços de um prostituto de 20 anos), garanto que não há nada mais delicioso do que ter sexo com a pessoa de quem gostamos de verdade.

Terceira e última questão, como terá reagido a mulher do Joaquim quando este chegou a casa todo esmurrado?

– Homem, que foi que te aconteceu? Ai, valha-me Deus, estás todo fodido!

– Calma mulher, fui contra um poste…

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