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Ronaldo 5-5 Messi: o final perfeito

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Não posso dizer que jamais existirá um Messi, apesar de ser pouco provável. Não posso dizer que jamais existirá um Ronaldo, apesar de ser igualmente improvável. Mas posso arriscar dizer que não mais haverá uma rivalidade como esta no futebol. Dois dos maiores atletas que já calcaram um relvado a coexistirem na mesma era. Sim, não estamos a falar de gente que fez um ou outro ano de grande nível, estamos a falar duma constância de produtividade nunca antes vista no futebol, ainda para mais, no futebol a cores onde o espaço é muito mais exíguo do que no tempo do preto e branco.

Muitos dirão que o talento de hoje é menor, que num golpe de magia, de repente a produção do mesmo parou, e assim Messi e Ronaldo lideraram em terra árida. Mas depois, lembro-me de Canavarro, dono duma bola de ouro, de Matthias Sammer, de Luís Figo, ou mesmo Owen, todos eles também têm nas suas vitrinas esse objecto que todo o jogador de futebol persegue. Eram esses jogadores tão melhores do que os terrestres actuais?

Tiremos os dois extra-terrestres, que são o motivo deste texto, da equação. Acham que Ibra é pior que Owen? Acham que Xavi era pior que Matthias Sammer? Ou mesmo Neymar tem piores números que Ronaldinho Gaúcho?

A resposta é um rotundo não.

Portanto, estaremos de acordo que o talento no futebol ainda hoje existe em doses abundantes, existiu nas mesmas doses, e por certo existirá no futuro. O que é que se passou então para Iniestas, Agueros, Robbens nunca terem ganho uma bola de ouro? A resposta não é só uma, raramente é, para esta pergunta existem duas respostas possíveis: Messi ou Ronaldo.

A diferença desta geração para a que lhe antecedeu é mesmo essa, a existência de dois dos grandes, dois daqueles que tocaram o Olimpo, dois nascidos na mesma geração, obtendo números que já se pensavam impossíveis com uma regularidade que não se viu em ninguém, nem em qualquer fenómeno.

Dito isto, voltemos à dupla, qual o melhor? E aqui, existem duas respostas possíveis com razões várias.

Os defensores de Ronaldo dirão que ele é completo duma maneira que Messi nunca o será, é o melhor cabeceador do mundo, é mais rápido (ou pelo menos era durante a maior parte da sua carreira), melhor rematador de longe, e detentor dum físico que lhe permite jogar mais na frente ganhando bolas que Messi nunca seria capaz de o fazer.

Os defensores de Messi dirão que ele é mais técnico, mais virtuoso, com uma capacidade de se juntar aos médios e ser o melhor deles, algo que Ronaldo nunca seria capaz de o fazer.

Qual o melhor? Não sei. E por não se saber, e por eles estarem tão por cima de qualquer outro na sua geração, nenhum deles merece ser positiva ou negativamente avaliados perante o outro.

Por isso, deem lá a bola de ouro a Ronaldo, porque nada melhor que esta rivalidade acabar… empatada. Uma década, cinco bolas de ouro para um, cinco bolas de ouro para o outro, e que a discussão sobre qual o melhor continue atingindo a imortalidade.

 

 

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