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Sobre a mobilidade

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Lembro-me de opinar sobre a mobilidade no que toca ao posto de trabalho, quando muito se falava nisso em relação à mobilidade na função pública. E de como algumas empresas tinham adoptado a mesma posição. Na altura, disse que achava bem que, se num serviço existisse pessoal a mais para o funcionamento do mesmo, os funcionários, com a devida formação, pudessem ser transferidos para outro serviço onde fossem necessários, desde que nas imediações do serviço originário.

Ora, hoje, estando eu mesmo a passar por uma transferência de serviço no emprego, … continuo com a mesma opinião.

Numa empresa, pública ou privada, se bem gerida, os recursos humanos de cada serviço estão dimensionados à medida da necessidade do mesmo. Se o trabalho diminui naquele serviço e a empresa se guiar por critérios de responsabilidade social, vai tentar encontrar outra função para o mesmo, evitando a todo o custo o despedimento.

Tentem ver desta forma: serviços redimensionados às suas necessidades são serviços mais eficientes, trabalham melhor, toda a empresa fica mais eficiente, protege todos os postos de trabalho. E empresas com responsabilidade social, que se esforçam por não recorrer ao despedimento e por criar as melhores condições de trabalho possíveis, são recompensadas com o melhor empenho dos seus funcionários. Pelo menos daqueles que reconhecem o empenho da gestão em não optar pela extinção do local de trabalho.

Não quero com isto dizer que os funcionários devam mudar frequentemente de serviço. Isso cria instabilidade e mau estar. Mas numa situação limite, em que o serviço originário esteja há algum tempo e se prevê que permaneça sobredimensionado, esta possibilidade deve, a meu ver, ser avaliada.

Crónica de João Cerveira

Este autor escreve em português, logo não adoptou o novo (des)acordo ortográfico de 1990

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