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A origem da indústria pornográfica – Joana Camacho

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Senhoras e senhores, hoje fez-se história! Sim: este é o dia que será para sempre recordado como o dia em que Joana Camacho descobriu a origem… das estrelas porno! Isso mesmo: o segredo foi desvendado.

Com certeza todos temos conhecimento daquela espécie tenebrosa de pais que insiste em trocar a fralda às crianças em todo o lado. Para eles, qualquer sítio é um potencial fraldário: sejam cafés, parques, lojas, estacionamentos, praias, ou centros comerciais. Ora, durante o meu jogging matinal de domingo, no decorrer de uma curta paragem para um sumo de laranja revigorante (ui, que estamos tão finas, menina Joana), fui confrontada com uma criança de rabo ao léu a passear-se pela minha mesa (e claramente a provocar-me, diria eu). O paraíso dos pedófilos, com certeza – mas não o meu.

Quanto a vocês, não sei, mas, apreciar o rabiosque de uma criança que se baba e usa chupeta, enquanto bebo o meu sumo de laranja natural, não se veio a revelar a combinação mais entusiasmante por mim já vivenciada. Toda a gente fala do rabinho dos bebés. Ainda ontem alguém me dizia:

– A tua bochecha é macia como o rabinho de um bebé. Mas que maravilha!

Peço imensa desculpa por não estar a pular de alegria, mas a minha bochecha esquerda acaba de ser equiparada a um rabo, permitam-me, por favor, que usufrua dos meus treze anos de luto.

– Mas então onde é que entram as estrelas porno no meio de tudo isto? Terá sido publicidade enganosa, para nos levar a ler este texto, convencidos de que certos e determinados temas seriam abordados?

Deixem-me que vos diga, caros leitores, que, se fosse esse o caso, teria sido um golpe de génio. Mas, não: a veracidade da frase introdutória deste texto é incontestável. Hoje vai – senhoras e senhores – fazer-se história! Porque eu, Joana Camacho, desvendei, por fim, o que centenas de investigadores tentam descobrir há milhares e milhares de anos. [suspense!]

As estrelas porno provêm, nada mais, nada menos, que destes seres, que veem seus traseiros exibidos ao mundo durante o seu período de incontinência intestinal e estupidez (efetivamente prolongada até à idade adulta).

Passo a explicar. Os pais das criancinhas mudam-lhes as fraldas de qualquer modo e feitio; deixam as criaturas correrem de um lado para o outro com o rabo de fora, enquanto jovens, pedófilos e até alguns animais (efetivamente domesticados e integrados na sociedade) as observam… claro que, o que se seguia, já era de esperar. Se meio mundo já lhes viu o rabo na altura em que se babavam e faziam chichi nas calças… porque não verem-lhes o rabo agora que já aprenderam a controlar os intestinos e a assoarem o narizinho sozinhos? É bem mais bonito de se ver.

E eis a história de como Erica Fontes se dedicou à indústria pornográfica. A mamã mudou-lhe a fralda no parque de estacionamento do Colombo e, a partir desse dia, a sua vida nunca mais foi a mesma. E assim, crianças, nasceu a pornografia. Espero que vocês – pais e mães dos arredores planetários – pensem, agora, duas vezes, antes de converterem o mundo num gigante fraldário.

Caras pessoas que me leem: caso, por alguma razão, tencionem subornar a autora deste texto, permitam-me que vos deixe uma sugestão… chocolates. Montes e montes deles.

JoanaCamachoLogoCrónica de Joana Camacho
A parva lá de casa

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