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Em busca da resposta perfeita…

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Quando a novidade de que iremos ser pais assenta em nós, que nem uma estalada no focinho, há uma questão que nos invade imediatamente o pensamento: “Então e agora, o que é que eu faço?”
A resposta para esta questão pode ser facilmente encontrada nos mais diversos locais: na Internet, nos amigos, na família e/ou nos livros… Certo? NÃO! COMPLETAMENTE ERRADO!

A resposta para esta pergunta está dentro de nós. Todos nós sabemos o que fazer. É como um instinto primitivo que brota do nosso interior. Claro que existe sempre uma ou outra dúvida sobre o assunto (até porque seria deveras esquisito se já tivéssemos andado a treinar embalar bebés, desinfectar umbigos ou trocar fraldas, sem nunca antes termos tido contacto com um destes espécimes). Mas, regra geral, até conseguimos perceber como é que as coisas se fazem sem termos de recorrer à ajuda de terceiros.

Atenção! Não estou a dizer que pedir ajuda é mau. Especialmente no que toca à família e amigos. Muito pelo contrário… (Se algum amigo ou familiar se disponibilizar para tomar conta da minha filha todas as sextas e sábados à noite eu até agradeço.) O importante é saber ouvir, interiorizar o que nos fizer sentido e ignorar tudo o resto.

Ora vejamos o que eu quero dizer com isto…

Pesquisas na Internet: a Internet é horrível. Um mundo de informações contraditórias sobre como tratar do seu bebé, com centenas e centenas de fóruns, repletos de gente, que dão a sua opinião e partilham experiências pessoais como se de verdades absolutas se tratassem. Um sem fim de estudos, cientificamente comprovados, pela D. Alzira (a enfermeira ali do Centro de Saúde) ou a Miss Mother ‘qualquer coisa’ (a doméstica lá dos States que já tem 7 filhos) que lhe tenta ensinar a forma correcta de como adormecer o seu bebé.

Os amigos: os amigos são excelentes fontes de informação. Especialmente se já forem pais. Todos os amigos têm algo a dizer. “Se ele chorar tens de o abanar.”“Nunca te esqueças, por muito que ele chore não o abanes, senão habitua-se!”“Se vires que ele não fica no berço experimenta colocá-lo na cama.”, “NA CAMA NUNCA! Eu pus o meu na cama só consegui que ele fosse dormir sozinho aos 13.”; “Usa sempre fraldas Dodot.”, “Epá, esquece a Dodot. Usa do Pingo Doce que são bem boas.”… Obrigado amigos mas se calhar também não vai dar…

A família: se os amigos têm ideias díspares, então talvez o melhor mesmo seja recorrermos à família. Os nossos pais, seguramente, devem ser as melhores pessoas para nos dar conselhos. Ao fim ao cabo eles educaram-nos e nós tornámos-nos umas pessoas espectaculares, não é verdade?! O problema é que hoje em dia nada é como no tempo deles… “No meu tempo não se usava essa coisa do ovo.”; “No meu tempo comia-se de tudo.”; “No meu tempo trabalhava-se até rebentarem as águas.”; “No meu tempo não era preciso tanta mariquice!”. Pois claro que não. No vosso tempo é que era fixe… Mas, infelizmente, nós não estamos no vosso tempo, não é verdade? E, por muito que eu gostasse, não tenho um tanque na varanda para lavar as fraldas à mão. Pois… É pena, mas (in)felizmente os tempos mudaram!

Os livros: os livros são uma das maiores fontes de sabedoria. Desde pequeno que nos habituámos a ir à Biblioteca Municipal, em busca de informação preciosa nos livros. (Isto, claro, no meu tempo…Hoje em dia as crianças não sabem o que é uma biblioteca a menos que seja virtual. Lá está: “no meu tempo é que era fixe…”)
O problema dos livros é que, em cerca de 8.600 anos de escrita, houve muita gente que decidiu dedicar o seu tempo a escrever sobre este tema. Logo, a busca de uma informação sobre a paternidade num livro, acaba por ser tão infrutífera como qualquer uma das opções anteriores.

Experimente ir a uma livraria e veja os títulos que encontra…

(nota: os nomes abaixo indicados são meramente ilustrativos. Na eventualidade de algum destes títulos existir na realidade, quero desde já informar que recuso qualquer tipo de responsabilidades…)

– “A maravilha de amamentar o seu bebé.”
– “Amamentação, um perigo para o seu filho.”
– “Serão as fraldas de pano uma boa opção?”
– “Fraldas descartáveis, a melhor invenção da humanidade a seguir à roda.”
– “A importância do pai na vida do seu bebé.”
– “O bebé é seu e de mais ninguém.”

E por aí em diante… A lista de títulos é tão extensa como a quantidade de “balelas” que estes livros possuem no seu interior. Ainda está para nascer (ou talvez não) um livro que retrate, na perfeição, aquilo que um pai e uma mãe precisam de saber para criarem o seu filho! Por isso, amigos papás e mamãs, sigam o meu conselho… Aliás, esqueçam o meu conselho. Sigam o vosso instinto…

Se para fazerem o vosso bebé apenas precisaram um do outro, porque raio é que precisarão de mais do que isso para o criar??

Ai! Ai!Pai Sofre!

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