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É Carnaval ninguém leva a mal…

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Mamã, mamã, mamã, mamã eu quero… Mamá! Mamã, eu quero, mamá! Mamãe eu quero mamá… Dá a chupeta, mamã, dá a chupeta, mamã, dá a chupeta pró nenén não chorá… Esta é a música de Carnaval que, nos dias que correm, mais se ouve lá por casa. E isto porquê?! Não! Não é porque somos uma cambada de matrafonas aficionadas pelo Carnaval, é mesmo porque a minha excelentíssima Sra. D. filha já sabe dizer “papá” (claro que é ainda bastante misturado com “papa”, “pápa”, “pá-pá-pá-pá”, ou “dá-dá”, mas lá pelo meio, de vez em quando, sai um lindo e claro “papá”.) e isso, apesar de ela dizer que não, entristece  bastante a minha esposa. É porque não há meio da miúda dizer “mamã”, ou “mãe”, ou sequer um “mã”, vai daí ela decidiu começar a cantar o raio desta música, 16h por dia, a ver se ela aprende a dizer “mamã”.
Confesso que em certa parte até tenho pena dela, já não bastava a miúda sair (para aí em 97%) ao pai, ainda por cima a primeira palavra que ela diz é papá… Não se faz. (Eh! Eh! Eh!)

Mas basta de gabarolices… Hoje estou aqui para falar sobre o Carnaval! Este é o primeiro Entrudo da minha piquena e, como tal, decidimos comprar-lhe um lindo e maravilhoso fato de Carnaval para vestir. O grande pincel é que a porcaria dos fatos infantis são estupidamente caros. Tão estupidamente caros que só um estúpido é que adquire tal coisa. Mas o problema é que os pais, no que toca aos filhos, são estúpidos. Vai daí acabam por pagar estes preços exorbitantemente estúpidos, o que faz com que este tipo de artigos nunca acabe por baixar de valor, ano após ano. (Otários, pá!) Mas o bom do Gil, um tipo poupado (forreta) que é decidiu inovar. (Pumba, pais estúpidos que gastam dinheiro à toa, aprendam como se faz…) Ora então, eu descobri um lindo fato macaco, daqueles todos inteiros, com cara de urso e adquiri-o a menos de metade do preço. Aliás, a um terço do preço dos outros fatos, porque este, para além de ser mais barato, ainda estava em saldos. Ah, pois é… Primeira fato de carnaval da minha princesa: um urso!

Por esta altura estarão algumas mamãs (e um ou outro pai mais larilas) a pensar: “epá, mas este gajo é uma besta! Então vai-me vestir um fato de urso a uma menina?! Ainda por cima logo no seu primeiro carnaval” Ao que eu respondo: “vou sim senhor! Deixem-me cá aproveitar para poupar uns trocos enquanto ela não sabe pedir o fato que quer, pois não tarda nada vou ter de andar por aí, de loja em loja do chinês, em busca do fato da Frozen que pareça menos falso.” Trau! Obrigado e boa noite.

Nahhh! Estou a brincar. Ainda tenho mais umas quantas larachas para mandar sobre o Carnaval. Eu adoro o Carnaval! Ver grupos de gente desnuda a tremelicar de frio (peço desculpa, “a sambar”), enquanto outra meia dúzia de homens vestidos de mulher atiram confetis a criancinhas, e 3 ou 4 bêbados andam aos caídos pela avenida fora, é uma coisa linda de se ver. Só tenho pena é que seja bastante complicado ir ver o corso com uma bebé no carrinho. Sim, porque passear com um carrinho de bebé, pelas ruas de Sesimbra, em dia de Carnaval, deve ser mais complicado e apertado que dois gordos a fazerem sexo louco e selvagem na casa de banho de um avião.

Mas desengane-se se acha que isto me demoveu de ir brincar ao Carnaval. Muito pelo contrário! Ainda hoje vesti o meu melhor vestido de chinesa, coloquei a minha peruca loira (que só uso no Carnaval e uma ou outra despedida de solteiro) e fui atirar balões de água para o meio de Torres Vedras. E só para terem a noção do quão divertido foi, fiquem sabendo que nunca antes aproveitei tanto este dia. Não sei se foi por estar mais velho e como tal com melhor pontaria, se por estar com melhores reflexos devido aos óculos novos, ou se por levar a miúda no marsupio junto ao meu peito, o que é certo é que fartei-me de atirar balões de água e quase ninguém ripostou. Foi me-mo-rá-vel!! Eu parecia uma chinesa gladiadora em plena arena de Roma. Era balões de água para um lado, confetis para o outro, ovos podres para ali e rolos de papel higiénico para acoli, fosse o que fosse toda a gente ficava a olhar para mim sem ripostar. Seguramente para o ano que vem estou lá caído outra vez. Viva o Carnaval! É não é filha?! Filha?! Filha?!??? Olha, adormeceu… Deve ter ficado cansada de tanto brincar com o pai, coitadita.

Ai! Ai! Pai Sofre!”

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