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Crise Política? – Sabine Borges

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Numa semana estranha, mais uma, no nosso país, por momentos todos pensámos que os políticos tinham esgotado toda a calma até ali existente. Num dia Vítor Gaspar demite-se, horas depois Paulo Portas faz o seu teatro também. Parecia que o governo todo estava a desistir. Mas pensando bem no que aconteceu, por que motivo os dois principais políticos viraram as costas um ao outro, um deles disposto a abandonar a chefia, o governo e o país, supostamente por desentendimentos com o Primeiro Ministro, por não concordar com as medidas tomadas com a forma como o país está a ser governado, fazendo com que fosse o assunto mais falado por milhares e milhões em Portugal e estrangeiro, e poucas horas depois se chegou miraculosamente a um “consenso” entre os dois? Afinal de contas, tanto desentendimento e depois com umas horas de reunião e conversa existe novamente um consenso? Será que as medidas que o Primeiro Ministro adotou mudaram ou irão mudar radicalmente? O que fez Paulo Portas voltar ao Governo depois de supostamente ter apresentado a carta de demissão? Pois eu vou partilhar aquilo que penso…não passou tudo de um teatro. Da mesma forma que existe o famoso teatro do “polícia bom e o polícia mau”. E aqui foi igual. Um governador “insensível” e outro “humanamente preocupado”. Hello? Um teatro planeado para fingir uma melhoria. O povo está descontente, desconfiado do governo, sente-se abandonado. Qual a melhor forma de voltar a dar crédito a uma chefia que todos querem colocar fora? Demonstrar que um dos governadores não está de acordo e está preocupado com o povo. Mas não passou tudo de um simples teatro para conseguir a confiança dos que lhes tinham voltado as costas. E parece-me a mim que foi conseguido. Continuo a perguntar, onde irá acabar este governo e este país? Não passa tudo de uma ilusão, uma mentira. Mas a culpa acaba por ser da população também. Quem vota escolheu o governo e havendo novas eleições acabariam por ser os mesmos novamente. Nada disto é coerente, e nada disto acaba por ser verdadeiramente real. Mas o que podemos fazer? É a democracia.

SabineBorgesLogoCrónica de Sabine Borges
Cada caso… é um caso

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