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A Culpa é das Estrelas – O filme que devia de ser obrigatório para todos os casais!

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Ora sejam muito bem-vindos ao primeiro “Desnecessariamente Complicado” de 2015! Num ápice o Natal, e a Passagem de Ano, ficaram para trás e agora todos temos pela frente a árdua tarefa de regressar á rotina não é verdade? Bem, antes de mais, espero que tenham entrado com o pé direito neste novo ano e que todos os vossos desejos se concretizem! Ah, e por falar em desejos, quase que aposto que um dos desejos de muito boa gente, ao comer uma das doze passas, foi: “Colocar em dia todos os livros e filmes que tenho em atraso!”. Pois fiquem sabendo que ao quarto dia deste novo ano finalmente visualizei, em conjunto com a minha namorada, um dos filmes que integrava essa minha lista: falo, naturalmente, de “A Culpa é das Estrelas”. E esse é precisamente o tema desta semana!

Vamos a factos. Primeiro: Já todos ouvimos falar deste filme. Segundo: Apenas os mais atentos/curiosos sabem que o filme é baseado num livro com o mesmo título. Terceiro: Cada amigo nosso que vê este filme faz-nos o favor de o dizer, alto e bom som, no seu perfil do Facebook para que nós (que pertencemos aquela minoria que ainda não viu o filme) nos sintamos ainda pior. Quarto: Temos a noção de que é um filme para se ver a dois, já pensámos em vê-lo sozinhos mas, no entanto, ainda não tivemos a coragem para tal. Quinto: Quem já viu diz, invariavelmente, o mesmo – “este é um daqueles poucos filmes que tem o poder de mudar a tua vida, é ideal para veres com a (o) tua (teu) namorada (o)”.

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E sabem que mais? Tudo isto é verdade. Aliás, tudo isto era verdade para a minha própria pessoa…até ao passado Domingo. Como entretanto vi o filme passei a fazer parte do núcleo de pessoas que o defende e aconselha aos casais amigos. Sabem porquê? Porque o filme é ainda melhor do que aquilo que dizem!

Ora eu sempre fugi de tudo o que estava relacionado com este filme. Não que eu não o quisesse ver (porque queria, e muito), mas sim porque temia que qualquer texto, sinopse ou trailer trouxesse uma revelação que estragasse a experiência e me retirasse o prazer de o ver. Portanto quando eu (e a minha bela namorada) nos deitámos na cama, tapados por uma quentinha manta, eu dei como que um salto para o vazio. Confiei totalmente na opinião geral, algo que raramente acontece no que quer que seja actualmente. E falo do filme e não do livro pelo simples facto de ter visto o filme mas não ter lido o livro. Se o tivesse lido falaria, com toda a certeza, dele porque pertenço aquele grupo de pessoas que é da opinião que nenhuma adaptação ao cinema faz jus a um bom livro.

E se até este ponto foi seguro ler tudo o que eu escrevia, a partir daqui pode não o ser. Se o caro leitor ainda não viu o filme e, tal como eu, se quer resguardar de eventuais spoilers, então o melhor é proceder com máxima cautela.

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Comecemos pela sinopse. “A história conta-nos como Hazel e Augustus Waters se apaixonam quando se conhecem num grupo de apoio e a maneira extraordinária como ambos encaram o pouco tempo que têm para aproveitar a vida. As vidas de Hazel e Augustus vão sofrer uma inesperada e incrível reviravolta como nunca tinham sonhado, quando juntos vivem uma pequena eternidade recheada de amor, coragem e esperança, capaz de tocar qualquer um. Inspirado no romance best-seller do premiado John Green o filme explora uma contagiante e divertida aventura de dois adolescentes em fase terminal.”

Podem desde já ficar descansados que eu não vou revelar o final do filme. Vou, isso sim, explicar as razões para este filme ser absolutamente obrigatório para qualquer casal. Primeiro: Sempre que o casal assiste, em conjunto, a um filme que contém uma poderosa história de amor a sua relação vai sair reforçada. De repente estão ali duas pessoas que são a derradeira prova de que o amor pode vencer qualquer barreira e ultrapassar todas as contrariedades. E não pensem que apenas as relações instáveis e problemáticas precisam deste tipo de “reforço” porque tal não poderia estar mais longe da realidade.

Segundo: Aquele pedaço de ficção ajuda a que relativizemos as coisas. Ou seja, percebemos que aquela discussão que nos ocupou duas horas, era completamente evitável. Estávamos irritados, stressados (e mais umas quantas coisas) e precisávamos de gastar energias. Mas existem outras formas bem mais interessantes de gastar energias não é? Então porque raio continuamos a gastar energias da forma errada?

Terceiro: Passamos a valorizar muito mais tudo o que temos. E não falo do ponto de vista material, mas sim de tudo o resto. Percebemos que um abraço, uma festinha, um carinho ou um beijo daquela pessoa que amamos não tem preço. Sentimo-nos frágeis mas ao mesmo tempo portadores de toda a força do universo. E amar é isso mesmo: é viver no limbo, entre a vida e a morte, o céu e o inferno, a extrema alegria e a tristeza profunda. Amar é uma verdadeira aventura. Um carrossel de emoções. Um jogo de sentimentos. E é por isso que é tão difícil. Mas tudo o que traz à superfície o melhor de nós, é algo que vale a pena.

Após o final do filme é mais do que certo que irá abraçar a sua cara metade, vão trocar beijos, abraços, festinhas e carícias. E não será de forma perversa ou com segundos sentidos. Vai ser tão genuíno quanto o amor que une os dois protagonistas do filme. É esse o amor que querem atingir e é para isso que vão trabalhar.
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E por mais durão que seja acredite que vai soltar a sua dose de lágrimas. Aliás, arrisco mesmo dizer que é impossível qualquer ser humano ver o filme “A Culpa é das Estrelas” e não soltar algumas lágrimas. E antes que perguntem eu confesso-me já: sim, chorei. E não, não me envergonho minimamente disso. Nunca me envergonharei por demonstrar os meus sentimentos.

A história de amor representada no filme nunca mais vos largará. Irá estar presente na vossa mente em cada passo da vossa própria relação. Em cada discussão, em cada abraço, em cada carinho, em cada beijo, em cada olhar zangado, em cada pensamento ciumento. E, como todos sabemos, poucas são as histórias e personagens que têm o poder e o dom de nos marcar para a eternidade.

Mas porque não deve assistir ao filme sozinho? Porque este é um daqueles filmes para ver agarradinho á sua mais que tudo. Se vir o filme sozinho vai se sentir mal por não o ter feito com ela. E, pior do que isso, vai desejar abraçá-la e dizer-lhe o quanto a ama. Se, por sua vez, não tiverem uma relação então deixo ao vosso critério. Porque agora que sabem o poder que este filme tem podem decidir se o devem ver sozinhos ou não. A escolha é vossa.

O importante é que amem. E abracem. E beijem. E acariciem. E, acima de tudo, que digam o que sentem a quem está ao vosso lado. Nunca se esqueçam que nem todas as pessoas são boas a “ler” outras pessoas. Ou seja, a sua “mensagem” (seja ela qual for) pode não estar a chegar à pessoa em questão. Conservem o amor que vos une e trabalhem, dia após dia, para que esse sentimento nunca mude.

Podem estar demasiado longe para beijar a vossa cara metade, mas nunca estarão demasiado longe para dizerem “amo-te”.

P.S: Quando vir o filme perceberá as citações presentes nas imagens apresentadas no decorrer desta crónica.

Boa semana.
Boas leituras.
E…bom filme!

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