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Decida-se, Senhor Seguro!!!

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Nesta passada semana, o nosso Presidente Doutor Cavaco Silva veio à televisão comunicar aos portugueses a decidida data para as eleições europeias (para o Parlamento Europeu), assim como tentar fazer mais alguma pedagogia junto dos portugueses, no sentido de a) incentivá-los a ir votar, não só porque estas eleições não atraem a atenção da participação dos portugueses, assim como pelo facto de serem muito importantes no contexto de tudo o que há a decidir no seio europeu e que muito nos diz respeito, nomeadamente ao nosso futuro próximo em termos de investimentos e consecutivamente ao crescimento e emprego; b) apelar à discussão saudável por parte das diversas candidaturas dos temas europeus, sublinhando que estas eleições nada têm a ver com o governo nem com a governação interna, mas sim com a Europa; c) tentar educar os políticos que militam partidariamente e com responsabilidades nestas eleições à não crispação, ao diálogo e discussão construtiva, com vista ao “não fechar as portas” a eventuais conversações e acordos futuros.

Sendo que este tipo de iniciativa presidencial não é comum ou habitual, o Presidente aproveitou possivelmente uma última oportunidade para pedir o favor de haver entendimentos. Mais uma vez não foi ouvido por toda a esquerda, sendo até criticado por alguns pelas iniciativas de estímulo ao consenso. É uma tristeza, para quem acaba de escutar o Presidente e ouve a seguir os responsáveis dos partidos… parece que nem sequer ouviram o que o Presidente falou e já tinham formatada a declaração que iriam fazer às televisões… enfim!

Nesta semana passada, líderes do Governo e da Oposição também mantiveram uma conversa de mais de três horas, a pedido do primeiro, sendo que mais uma vez se fizeram notar as divergências “insanáveis”que António José Seguro quer fazer os portugueses acreditar que existem entre o seu partido e os partidos da maioria. Porém, os portugueses não são parvos, já andam nisto da democracia há 40 anos, tempo mais do que suficiente para perceberem quando os políticos não falam verdade e apenas procuram fazer aumentar o seu percentual nas sondagens, que os faça levar ao poder o mais rapidamente possível.

Senhor Seguro, já percebemos que, se for para o Governo, não poderá recuar em nada ou quase nada do que este Governo implementou. O país não iria aguentar mais aventuras pelo caminho do despesismo que nos trouxe até aqui. Ouvi-mo-lo dizer que, se for Governo, irá repor Pensões e Salários, irá recuar no encerramento dos Tribunais, irá fazer isto e aquilo na educação, na saúde, etc., etc. Ainda bem que já deixámos de ouvir o PS insistir no novo aeroporto, no TGV, nas novas autoestradas… deixámos de ouvir, mas não nos esquecemos… Também não nos esquecemos quem congelou as Pensões e quem foi o primeiro partido a reduzir os salários da função pública, quem prometeu 150000 empregos… e deixou o país com 700000 desempregados… Também não estamos esquecidos de quem mais PPP criou no nosso país e de quem mais fez aumentar a dívida do Estado em menor tempo… E por aí fora. Poderá vossa excelência até alegar que é diferente de José Sócrates, é verdade… todos somos diferentes uns dos outros… porém os portugueses continuam a vê-lo a si rodeado das mesmas caras que rodeavam o mencionado antigo Primeiro-Ministro, incluindo membros do anterior Governo.

O PS precisou do PSD e do CDS para assinarem o famigerado memorando da Troika porque sabia que ia “dar de frosques” e deixar a batata quente para os outros. Mas agora, que seria útil para o país um acordo generalizado, atitude que os portugueses muito apreciariam, porque iria trazer maior estabilidade para o financiamento do nosso país a médio e longo prazo. Os portugueses estão fartos de sofrer devido a tantos erros dos políticos durante estas quatro décadas de democracia, por isso merecem um futuro mais risonho. Parece que os únicos que nada aprenderam durante estes 40 anos, foram precisamente os políticos!…

Por parte dos partidos da maioria, o seu discurso insistente no consenso, também já está a aborrecer os portugueses. Se o PS não quer, então o problema é seu. O portugueses saberão avaliar a situação devidamente na altura de votarem.

Quanto ao Presidente, até ao final do seu mandato, é o que lhe resta fazer: deixar algum legado positivo, por isso, e até em termos “paternais” até se aceita.

Deixem-se de politiquices e assumam de uma vez o país em primeiro (como dizia Sá Carneiro) e só depois o partido.

Pelos portugueses.

Por Portugal.

 

Crónica de Rafael Coelho
A voz ao Centro 

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