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Deprimente Debate das Primárias

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Ainda bem que não assisti aos outros debates acerca das primárias no PS, mas o desta semana tive a oportunidade de ver. E não gostei daquilo com que nos brindaram os pseudos eventuais futuros candidatos a primeiro ministro. Mais parecia um debate entre os líderes do BE e do PCP (uma vez que diziam a mesma coisa, mas de maneira diferente), com a diferença de que, no caso dos socialistas esses deveriam ser companheiros, camaradas e até amigos e o tom insultuoso não deveria prevalecer ao tom cordial e construtivo.

Das ideias, sobram as iminentes propostas que toda a gente gosta de ouvir: crescimento, emprego, aumento de rendimentos e redução de impostos. Um faria de uma maneira e outro de outra, mas com os mesmos objetivos. Mas não serão esses os objetivos de qualquer político com possibilidades de governar? Sim, isso é do senso comum. Até o mais simples dos eleitores diria o mesmo.

A simbiose de ideias, de ideais e de ambição política, não se cinge à cor da gravata e ao mesmo punho no ar, porque na primeira oportunidade, ambos os candidatos abandonaram a resposta às perguntas do jornalista, para rapidamente se começarem a gradiar, quais ferozes golpes um e outro, à revelia do profissionalismo do moderador do debate, qua foi na minha opinião igualmente desrespeitado por aqueles. Na primeira oportunidade, iniciaram-se o desferimento de golpes uns mais fortes do que outros, mas com preponderância para aquele de Seguro, em que acusou os apoiantes de Costa de estarem ligados a interesses nas áreas dos negócios, da banca, etc.

De facto, para terem discussões daquelas, não era necessário virem para a televisão, poderiam tê-las tido num qualquer encontro privado ou reunião política. Tinham-se poupado na sua imagem e tinham poupado os portugueses a um momento degradante, de mau gosto e de exemplo ruim. Diria mesmo, de substancial baixeza.

Para baixezas daquelas, já temos diversas novelas toda a noite e também durante o dia em diversos canais abertos da nossa praça.

Resta-me referir que, durante estes últimos 4 meses de campanha à americana no PS, o Governo e maioria parlamentar não teve oposição e passeou a sua governação incólume e sem obstáculos nem dificuldade, tendo até conseguido durante este período aumentar o score nas preferências dos eleitores em sondagens divulgadas.

Por outro lado, há ainda que notar a quase total ausência de que foi privado o concelho de Lisboa do seu presidente de câmara o qual jurou total e incondicional dedicação. De questionar: se´r que um possível futuro António Costa como primeiro ministro fará o mesmo com o país do que está a fazer agora com Lisboa? Por exemplo, ao primeiro desafio de embate poílitico esquece as suas funções por completo e… avança? Não poderia ter suspendido o mandado de presidente durante este período?

Bem, até às eleições legislativas de 2015, muito terão ainda os portugueses que refletir acerca dos nossos políticos. Serão estes os que queremos a dirigir-nos, numa fase da história do nosso país tão crucial?

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