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Derby: Golo caído do céu leva Sporting ao inferno.

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Caído do céu. É desta forma que se pode justificar o empate deste Domingo no Estádio de Alvalade. O Benfica, marcou um golo aos 94 minutos, sem saber bem como, e desta forma manteve a distância do Sporting e vê o F.C.Porto ainda a 4 pontos. Um jogo do mais fraco que se viu esta época, acabou com mais emoção do que se previa e com os sportinguistas a descer ao inferno bem conhecido pelos benfiquistas em épocas passadas. A maldição do minuto 92, passou para a bonança do minuto 94.

Era dia de jogo grande. 49 mil pessoas esperavam ver o “jogo da época”, ou pelo menos lá perto. Nada disso aconteceu. O Benfica apresentou-se com um onze inicial muito mais defensivo do que o costume, jogando com Samaris e André Almeida no meio-campo. Desde logo ficava bem explícita a intenção dos encarnados para este jogo; assegurar o empate. A primeira parte foi de acordo aos intentos dos benfiquistas e, verdade seja dita, com toda a justiça. Uns primeiros 45 minutos totalmente amorfos, com nenhuma oportunidade de golo flagrante e um jogo que fez o campo parecer curto, de tão disputado a meio-campo que foi. As duas equipas iam para o intervalo com a sensação de que não estavam a ser justas com todo o aparato causado por culpa deste jogo, exibindo um futebol muito preso ao nível táctico e com os adversários a anularem-se constantemente. Fraquinho.

A segunda parte tinha, obrigatoriamente, de ser melhor. Pelo menos mais bem jogada. O Sporting não podia estar satisfeito com o empate e o Benfica, cujo o empate servia na perfeição, ia continuar a jogar na expectativa, apostando num estilo de jogo mais contido e menos ataquante. Assim foi. O Sporting veio para o segundo tempo com outra atitude, que se reflectiu quer nas estatísticas, quer no público, que ficou muito mais empolgado com a exibição leonina. Com Nani e Carrillo muito desaparecidos do jogo, foi a vez de William brilhar. O trinco mostrou toda a sua classe e, muito por sua causa, os leões mostraram-se mais acutilantes e combativos do que haviam sido no inicio. As ocasiões de golo ainda foram algumas, no entanto, nada de muito evidente. Até ao minuto 87. Costuma-se dizer que no melhor pano cai a nódoa, este foi mais um desses casos. Samaris, após uma fantástica exibição, acaba por entregar a bola a João Mário que, isolado em frente a Artur, atirou para defesa fácil. Teve de ser Jefferson na recarga a fazer aquele que se previa ser o resultado final. 1-0. No entanto, o futebol é profícuo em surpresas, sobretudo quando envolvem descontos e a equipa das águias. O Benfica, num jogada bastante confusa na área leonina, chegou ao golo, por intermédio de Jardel, que num remate forte enviou a bola para o fundo das redes. Um golo caído do céu que levou o Sporting – e os seus adeptos – ao inferno. Um inferno já bem conhecido pelos encarnados.

O que podemos retirar deste jogo é o seguinte: o campeonato está tudo menos decidido – apesar de Lopetegui ter pouco engenho para reverter a situação -, quem sai mais prejudicado deste jogo, é o Sporting, que os leões podem confiar na jovem dupla de centrais e que para toda a envolvência, cobertura mediática e espectadores presentes, se esperava mais, muito mais. O empate penaliza muito os sportinguistas, que acabam por perder 2 pontos, ao invés de ganharem 1. O 1-1 não é dramático em termos práticos, torna-se apenas penoso por ter sido consentido no último segundo. Porém, com o azar de uns vivem os outros bem. O Benfica vinha a Alvalade com o objectivo de, única e exclusivamente, empatar. Os dois trincos, a atitude defensiva, as escassas oportunidades de golo e a inoperância ofensiva, faziam antever o empate como o objectivo principal da equipa encarnada. Jesus não se apresentou como costuma e fez um jogo totalmente incaracterístico e amorfo. Sai de Alvalade com o objectivo conseguido mas sem saber bem como. Os leões saem agastados mas motivados a continuar na corrida ao título, título esse que há umas jornadas parecia apenas uma miragem. Enquanto adepto de futebol, pedia-se mais. Mais espetáculo, emoção, lances perigosos, jogadas de antologia, tanta coisa. O derby valeu pelo fim. E, neste caso, no meio não esteve a virtude.

O minuto 94 substituiu o minuto 92 como momento a recordar. O golo de Jardel não deu o título, como aconteceu com o de Kelvin, mas deu uma almofada de pontos que pode, e deve, ser muito bem gerida por Jesus. Em suma, é-nos possível afirmar que estamos perante um campeonato entertido. Não fosse a derrota do Benfica em Paços de Ferreira, a recuperação fantástica do Sporting e a estrelinha do Porto, a esta hora o campeonato já estava decidido. Sendo assim, temos jogo. Que role mais a bola do que as palavras e que o futebol prevaleça. O derby fica marcado por emoções distintas, um golo caído do céu que levou o Sporting ao inferno.

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