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A derrocada da banca

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A banca de capitais portugueses, ou com sede em Portugal, passa por dias difíceis. A CGD, o Novo Banco e o BCP (sem esquecer o BPI) debatem-se com problemas de índole estrutural.

A CGD, de capitais maioritariamente públicos, precisa de reforçar o capital em quase 4 mil milhões de euros. Só que a Comissão Europeia tem chantageado o Governo de António Costa, exigindo o despedimento de centenas de trabalhadores. E se a CGD não reforçar o capital, o país tremerá.

O BCP poderá ter o seu fim anunciado? Com efeito, as suas acções no PSI 20 valem 2 cêntimos, e esse banco poderá vir a passar um Verão muito complicado.

O BPI e o Novo Banco, cada um com a sua “dor de cabeça”: o primeiro, refém da estratégia de sectores energéticos; o segundo debate-se com a crise existencial de saber quem o vai adquirir…Uma pergunta: será que a esquerda parlamentar não aceitará que Costa venda o Novo Banco sem os activos tóxicos?

Numa palavra, a banca portuguesa está em desgraça. Mas esta situação não é de agora, porque o PSD e CDS no governo sempre tentaram escamotear os problemas do sector bancário, como bem se viu com o caso BANIF.

Por último, creio que a influência do Brexit vai produzir alterações no sistema bancário português. Só restarão a CGD, e mais dois ou três bancos.

 

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