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Encontrei a esposa do Iker Casillas no cabeleireiro

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Encontrei a minha amiga Sara Carbonero no cabeleireiro na semana passada. Ai, desculpem leitores, ainda não vos tinha contado, pois não? Eu e a Sara Carbonero somos amigas há imensos anos, basta termos a mesma idade, ela 31 anos e eu 30, embora ela aparente ter mais idade é um facto, já lhe disse para ela não abusar dos hidratos que provocam mais rugas, mas ela é uma gulosa e não passa cartão ao que lhe digo. Não interessa a forma como nos conhecemos, digamos que, um tio do primo do irmão do meu primo da parte do pai, conhecia a tia da prima do sobrinho da mãe de Sara, e nos três anos em que vivi na província de Toledo, em Espanha, ficamos grandes amigas, não nós largamos mais (no sentido figurativo, não pensem noutras coisas leitores ), lembro-me perfeitamente de andarmos todas nuas a brincar, no meio da lama e da água, lá no bairro onde ela vivia. Entretanto eu vim novamente para Portugal. Quando ela me disse que vinha viver para o Porto eu fiquei extasiada: No puedo creer que esto es cierto? Sí, es cierto mi amiga!

Não encontram fotos da Sara na minha companhia a passear pela cidade do Porto, eu pedi-lhe expressamente para não o fazer, pelo simples motivo de que eu sou muito mais bonita do que ela, se os jornalistas sensacionalistas me vissem não me largavam mais, e ela deixava de ser a super estrela que é, jamais incutiria esse sofrimento na Carbonero. Aliás, nunca disse isto a ninguém mas posso confessar à meia dúzia de leitores que lêem as minhas crónicas, o Iker Casillas teve uma paixoneta por mim, mas eu dei-lhe logo uma tampa, porque não gosto de futebolistas, a minha onda é outra, e ele então virou-se para outra (!!!) brasa. A Sara até quis que eu fosse viver para junto da casa dela, que eles alugaram na Foz pela modesta quantia de seis mil euros por mês, um condomínio fechado com cinco quartos, três casas-de-banho, piscina privada e vistas para o rio. Eu disse-lhe: Sara, já sabes que o dinheiro não é problema para mim, mas eu adoro viver no meu barraco de cinco metros quadrados, zero pisos e uma casa-de-banho quase sempre entupida, até porque adoro os meus vizinhos, ciganada sempre aos berros e com música alta até as cinco da manhã, é o paraíso.

Quando nos encontramos no cabeleireiro foi a felicidade total. Ela disse logo à cabeleireira que queria um cabelo igual ao meu, eu sorri e pensei: Esta gaja passa a vida a copiar o meu estilo. Enquanto nos massajavam os dedos dos pés, ficamos a conversar. Felicitei-a pelo segundo filho, já se nota a barriga e ela está linda como sempre. Também está preocupada, tem medo de ficar a bucha que ficou na primeira gravidez, mas eu aconselhei-a a usar os cremes que eu usei, cada boião custa apenas trezentos euros e dura uma semana. Mas ela disse que tinha falado com a nutricionista, com a massagista, com o personal trainer, com a terapeuta hormonal, com a psicóloga, com a medica particular, com a obstetra contratada à hora e com as paredes, e já se sentia mais segura em relação ao crescimento natural do seu corpo nos próximos meses. Também está com algumas borbulhas na cara e celulite no rabo, sente-se receosa coitada, que o Iker a troque por outra gaja mais bonita e boa, mas eu sosseguei-a, dizendo-lhe: Se quiseres, para ficares mais descansada, eu venho viver uns tempos convosco e durmo no vosso meio, eu também fiz isso no meu casamento e vês como resultou? O meu marido, desde o dia que têm duas mulheres na cama, nunca mais se deitou depois da meia-noite, as noitadas fora de casa acabaram! Agendamos uma data para irmos ao El Corte Inglês renovar o guarda-roupa, ela até comentou comigo: Essa camisola que tens vestida é da Primark querida? (traduzi para português). Não fofa, é da Massimo Dutti, mas eu mudo a etiqueta para as invejosas no meu trabalho não comentarem nada.

Despedimos-nos com um ternurento hasta pronto, até porque ela vai fazer o chá do bebé e eu estou convidada é claro. Já comprei a prenda, uma pulseira da Pandora, em salmão com pérolas azuis e brancas, que custou 995 euros, uma prenda que provavelmente o miúdo (a) nunca vai usar mas fica bem oferecer prendas dispendiosas, a uma criança que ainda nem sequer nasceu nem pode dar a sua opinião se gosta ou não dessas merdices. Adorei as cinco horas que estivemos a conversar no cabeleireiro, eu insisti para ela ficar mais um pouco, mas ela disse que tinha mesmo de ir para casa, preparar o jantar para o Iker e dar a ferro. Ufa, que vida, ainda bem que eu tenho empregada e cozinheira em casa.

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