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Este Nosso Abril, Pim!

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24 de Abril

Não se aguenta. Ai, em jeito de interjeição.

Já fomos mais que as mães na luta inglória pela defesa de princípios. Quais? Esses mesmos, os que o momento tem necessidade de erguer, como bivalves em agosto na praia de Manta Rota, essa terra que de sarcasmo veste quem por lá anda, como se isto interessasse ao tema.

Tragamos à colação, em jeito de quem estraga a coleção, neste emaranhado de trocadilhos perros que presunçosamente os poetas usam (sem querer ofender), a ideia revolucionária do dia de amanhã, se me está a ler no dia certo, senão escolha você, leitor interativo. Você manda no que quer ler. Escrevo eu, servo da sua sede de lazer, se é que o entretenho. Gostou? Volte sempre.

Eu cá defendo os princípios com a mesma garra dos fins, sem meios-termos ou termos inteiros, cheios de sopa da avó, para a manter quentinha. Sem os ter os reivindicamos, porque é moda em Lisboa e o Marquês está pintado, qual adenda visigótica.

Sempre sonhei introduzir a expressão savoir-faire numa destas crónicas. Aqui está. Amanhã pode-se tudo, menos ficar calado. Amanhã é feriado, e sexta. Amanhã começa a ponte, nem o bom trabalha, nem o mau emprega. Amanhã é dia das mentiras, carnaval dos oprimidos.

Morra a Matrafona sindicalista. Morra! Pim!

Começa a parada velha, com empalados novos dos quais somente os egos se vão revolucionar, com gritos de guerra para surdos que são ‘’avantes’’ mudos para mortos. De um lado vão uns, descendo a avenida sem catalisador, puxados pela máquina apagada em uníssono. Do outro, vagueiam os embeiçados com merenda paga, com cravos no bolso e na boca, escravos da contenda dos avós. Roucos cantam, poucos encantam, e lá se cumpre a arruada.

Por outro lado, noutro magistério qual nuvem do olimpo, correm os índios da praia inteira, cheios de si até cima. Calam as causas dos outros com as máfias dos seus, chamam cabo a generais geralmente acabados e erguem-se vitoriosos, irracionais e analfabetos.

Tudo fruto de ‘’inconseguimentos’’ vários, mal paridos quero dizer, e riem-se dos cães de loiça, dos Zés, das Marias e dos

‘’monumentos ou, quiçá

aqui só há Deus dará,

há tudo o que quiser,

há do que ninguém quer…

São souvenires de Portugal.’’

E também marcham, para inglês-ver, só porque é Abril. Rebéubéubéu, Pardais ao ninho. Pim.

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