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Humanidade, onde vais tu?

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Humanidade, onde vais tu? Humanidade! Sim tu, não disfarces, é contigo! Onde vais? Olha bem para ti. Que te fizeram? Não te reconheço. Sinto-me triste.

Humanidade, onde vais tu? Que te leva a matar assim? Porque avanças desmesuradamente? Que te fizeram? Não te reconheço. Sinto-me triste.

Humanidade, onde vais tu? Quanto mais avanças menos premeias a igualdade! Quanto mais avanças menos premeias o Amor! Quanto mais avanças mais premeias o racismo!
Sinto-te perdida. Sem sentido. Sem direcção.
Gente morta, sem dó nem piedade, nos quatro cantos do mundo. Crianças abandonadas.
Gente sem o que comer, sem o que vestir, sem um rumo, perdidos. Crianças mortas.
Estás superficial, desumana. Andas numa luta, numa luta cansativa, não olhas para quem está ao teu lado, ficas indiferente. Preferes a mentira e a corrupção, ao invés da verdade e da justiça.Não queres saber de introspecções. E tudo isto para quê? Para um coração cheio de nada e um bolso de ouro!

Olha para ti! Cabelo desgrenhado, olheiras profundas, pele flácida e seca. As tuas vestes já não te servem e os sapatos já os perdeste.

Olha para ti! Estás sem valores. Estás apática. Não levantas a cabeça. Tomaste um ” shot” de uma droga qualquer e esperas que a semana acabe.Pelo caminho deixaste a vida, só vives para a morte. Já não te alegras com nada, nem com o rio que passa, nem com os pássaros que voam. Já não sentes amor pelo que nasce, nem tristeza pelo que morre. Estás aí, sentada nessa pedra gelada, como quem está na pedra da morgue.

Humanidade, preferes a ira ao perdão. Sinto-me triste contigo. Não nasci para a morte, nasci para a vida. Nasci para dar vida. Não nasci para me deixar ir na maré, não nasci. Em que te transformaste? Não sabes de onde vens? Temo que nem saibas para onde vais! Pareces-me à deriva, ao sabor da corrente. Ao sabor da maré. Sufocas-me!

Mas sabes não sinto pena de ti. És aquilo em que te transformaste!

Tenho esperança que voltes a ser quem eras. Que te levantes e te aqueças. Que te renoves. Que te deixes de ganâncias e de invejas e que primes o Amor.

 

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