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Porque é que Jesus se lixa sempre na Champions…

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Em sete possíveis apuramentos para a fase final da Liga dos campeões, Jorge Jesus conseguiu uma única passagem da fase de grupos. Isto não pode ser coincidência, azar ou roubalheira. Isto tem razões facilmente constatáveis, porque nada acontece por acaso.

Vamos então aos diferentes aspectos porque isto acontece, e comecemos pela tática, porque antes de tudo mais ela explica de forma simples muitos dos resultados futeboleiros. Neste caso, a tática de Jesus é excelente para massacrar clubes mais pequenos, excelente para defender com tudo, mas nos jogos repartidos em que as transições são muitos importantes, a tática falha, levando Jesus a claudicar não raras vezes por não conseguir controlar um jogo. Ora ataca com tudo, ora defende com tudo. E já se sabe, na Liga dos campeões esses desequilíbrios táticos pagam-se muito mais caro do que contra os Moreirenses e Marítimos desta vida.

Outro aspecto importante do “Mestre da tática”, é que o seu sistema é muito complexo para os jogadores assimilarem com brevidade, a excepção foi no ano passado por ter jogadores extremamente inteligentes e experientes. Ora, como a fase inicial da Liga dos campeões se joga no início da época, é fácil perceber a correlação direta entre esse fenómeno e as suas precoces eliminações. E também se percebe o porquê do seu maior sucesso nas Ligas europa, isso, e o facto dessa ser a segunda divisão europeia, acabando aí por claudicar mais para o final, porque tradicionalmente as suas equipas decaem um pouco no final do ano, mais uma vez, a excepção do ano passado, e mais uma vez também, por ter jogadores nas alas que não possuíam o seu ADN preferido.

Mas este insucesso na Champions não vem só de aspectos táticos. Se olharmos para aquilo que tudo comanda, a mente, neste caso, a mente da equipa, a mente do seu treinador, encontramos mais uma explicação. O facto é que Jorge Jesus é um treinador nervoso, impulsivo, e bipolar dentro de campo. Sim, nervoso, e como em tudo no futebol, a equipa será a cara do seu timoneiro. Ora, quando Jorge Jesus está no banco a pentear-se pela enésima vez, a mascar chiclete, a gritar incessantemente com os seus jogadores, não está mais que a enervar a equipa, a torná-la também ela nervosa, inquieta, e no final de tudo, insegura.

Mais uma vez, é nos jogos bem equilibrados que essa faceta de Jesus vem mais ao de cima, claro que ele ganhou campeonatos em Portugal, ganhou jogos aos seus rivais, mas sempre que disputou o campeonato até à última com um rival à sua altura, perdeu. E se formos às referidas finais da Liga Europa, também… perdeu. E portanto, se formos aos principais jogos da Champions, perdeu, empatou, ou não ganhou o suficiente para passar equipas bem ao seu nível.

Por isso, o azar, a sorte, as arbitragens são somente formas de esconder as reais razões do insucesso de Jesus na primeira divisão europeia.

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