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Liderança Visionária – Os Princípios do Fator Gandhi

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Quem é o líder visionário?
Que princípios ter em consideração para uma liderança eficiente? Como aplicar esses princípios na organização?

A Mestria na Arte de Viver, relaciona-se muitas vezes com as prioridades que adotamos na vida e com a forma e o tempo em que lhes respondemos. Tanto na esfera pessoal como na esfera profissional devemos de partir do princípio que, é no momento em que refletimos sobre o ‘aqui e agora’, sobre a nossa atualidade e sobre tudo o que está à nossa volta que iniciamos o processo de análise do que queremos para um futuro próspero não só no que diz respeito às nossas condições pessoais, como também no que respeita as nossas condições profissionais.

«O que me faz feliz?», «O que é que não consegui alcançar e gostaria muito de o fazer?», «Que tipo de relação tenho com os demais e gostaria, num futuro próximo, de ter?», «Que prioridades dou a cada assunto, dentro das diferentes esferas de saúde, numa saúde plena e realizada?».

Todas estas questões estão intimamente ligadas com a nossa capacidade de analisar, escrever, racionalizar as nossas situações, condições, sentimentos, pensamentos, permitindo-nos ser um agente pró-ativo nesta permanência de viver. O Homem é dotado de sonhos, de exigências, de intentos e potencialidades que realizadas, desenvolvidas e possivelmente reconhecidas, o farão um ser melhor, permitindo o seu auto – melhoramento e evolução constantes e por isso a noção doada na presente crónica – o líder visionário. Sabemos à partida, que um líder pode ser um líder sem título, visto que pode colocar o melhor em tudo o que faz e fazer a diferença desde o produto que o representa até à honestidade demonstrada ou à personalidade que o torna predileto ao olhar do cliente que procura os seus serviços. Depois o líder pode e deve de ter uma atitude visionária, ser como refere Robin Sharma (2010) «uma pessoa de ação que desenvolve um esforço constante no sentido de encontrar uma forma mais rápida e eficaz de fazer convergir o presente e o futuro e realizar a sua visão» tomando a honestidade, a perseverança, a paciência, a constância, a lealdade, a coragem e a humildade como os seus princípios enquanto líder visionário e apelidados como os Princípios de Fator Gandhi. E porquê Fator Gandhi? Uma vez Gandhi foi abordado por um dos seus seguidores, que quis saber qual era o seu segredo para mudar as pessoas que o rodeavam; nisto pensou por um momento e respondeu: «Tu tens de ser a mudança». O que quer isto dizer? Ser embaixador de si próprio? Vamos imaginar que o leitor tem uma organização ou um projeto. De nada adianta dizer que o «+Opinião» tem ideias, preceitos, dicas excelentes, se o leitor, que também pode ser colaborador, não se dá sequer ao trabalho de ler os trabalhos lá publicados. Outro exemplo é o de um líder de uma organização começar a exigir mais trabalho num menor tempo possível, se o próprio, durante o horário de expediente, vai jogar bilhar com os amigos sem se preocupar com o resto.

Quando Gandhi refere ‘Tu tens de ser a mudança’, refere-se ao ser o exemplo. Analisar produtividade, nível de satisfação do trabalhador e principalmente, antecipar as suas frustrações. Antecipando-as, o líder visionário torna-se capaz de oferecer as ferramentas (atitudes) necessárias para não quebrar o seu nível de desenvolvimento nem frustrar o contínuo conhecimento das próprias potencialidades humanas ou, tampouco, permitir uma desilusão com algum agente da organização. Outro aspeto a ser considerado pelo líder visionário é o de aplicar num menor possível todos os conhecimentos adquiridos e benéficos ao melhoramento. Por exemplo, quando os líderes são convidados para uma palestra sobre motivação ou o usual termo de ‘Ser coach de si mesmo’, é natural que encontrem e saboreiem ideias/princípios motivadores para transformar aspetos negativos nas suas lideranças em aspetos positivos e geradores de satisfação recíproca dentro da organização. Dado isto, quanto mais depressa eles os aplicarem nos fundamentos para as quais acharam pertinentes essas ideias e princípios, maiores serão os resultados verificados nos valores de uma organização (satisfação e produtividade, por exemplo) ao longo do tempo.

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