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Magic Mike – quando as expectativas são altas demais

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Eu sou fã de cinema, por motivos pessoais a maior parte dos filmes que vou ver ao cinema são desenhos animados – leões que falam, pinguins habilidosos e uns dragões que cospem fogo – os filmes para crianças que estiveram no cinema em 2015, eu sei quase todos, os nomes e adjectivos das personagens de filme de bonecada e macacada, eu sei, filmes para adultos não estou tão bem informada.

Mas quando vi o trailer do filme Magic Mike XXL, pensei imediatamente: Mike, tu vais ser meu! Não, também não posso exagerar, só pensei: Mike, tu vais ser um bocadinho meu! Prontos. Já tinha visto o primeiro Magic Mike e tinha achado o filme bastante apelativo, a sequela só poderia ser ainda melhor. Tinha os condimentos certos: cinco gajos com tudo no sitio, com pouca roupa, Channing Tatum no papel principal e a sigla XXL, tudo o que seja em XXL, quantidade generosa e qualidade acima da média, eu aprecio.

Reuni a tropa feminina e lá fomos, numa Sexta-feira quente de Verão, ultima sessão, sala pequena, poucas expectadoras. A expectativa era tão alta, que eu nem comprei pipocas, e atenção que eu sou louca por pipocas, eu não comprei porque esperava encher o bandulho através das vistas, além de que temia que o som das pipocas crocantes nos dentes me desprendesse a atenção aos pormenores do filme.

Mal o filme começa quem vemos no ecrã? Channing Tatum…vestido! Soltam-se logo os uh uh…oh meu Deus…nossa. Calma, tenho de aprender a relaxar, não posso querer ter logo acção, os preliminares também são importantes, o caminho até chegar lá tem de ser bem aproveitado, ainda estamos a falar do filme certo?

Não interessa contar a historia do filme, acredito que para o leitor também não tem qualquer relevância saber, aonde, como e porquê, suponho que não levará a querida esposa a ver este filme ao cinema, e eu confesso que só fui ver este filme por causa dos cinco borrachos, um loiro, outro moreno, outro mais musculado, outro mais quarentão, tinha para todos os gostos, embora o meu já tivesse reservado, ou não tivesse eu um fraquinho pelos loiros de olhos azuis…

Viagem para ali, camisas para acolá, mulheres bonitas a passar, umas piruetas com umas gajas gordas que quase voavam (mete força e vigor nisso), até ganza rolou no filme, praia, bar, romance, cinquentonas bêbadas.

Duas horas de filme, blá blá blá e nada…foda-se, aonde estão as cuecas de fio dental? Os badalos a roçar na cara das clientes eufóricas? Os músculos a derreter na cadeira aonde está a noiva? Só blá blá blá, acreditem leitores, só blá blá blá, volto a frizar, só blá blá blá, acção? Só nos últimos cinco minutos do filme! Dizem os entendidos, é a cereja no topo do bolo, ou o melhor fica sempre para o fim, mas eu não vi cereja nenhuma porra. E se o actor Joe Manganiello ficou lindo num fato preto, ao som de Bruno Mars na música Marry You, o mesmo não aconteceu com os restantes actores que nem com água na boca me deixaram. E se era minha intenção chegar a casa bem acesa e terminar a noite com o meu striper preferido, devo-vos dizer leitores que o filme foi tão mau, que nem deu para acender o lume quanto mais mantê-lo aceso.

É como diz o velho ditado, que mais uma vez eu confirmo, e que mais uma vez define o homem na sua generalidade: Muita parra para tão pouca uva.

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