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O Pai Sofre está de volta! (Outra vez…)

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“BOM DIAAA VIETNAM!!!” Ou Reboreda. Ou, quiça, até Bucelas. E já que estamos numa de cumprimentar locais porque não “BOM DIAAA Vila Nova do Coito, Vale da Rata ou Picha”, ao fim ao cabo se não fosse por elas a crónica do Pai Sofre não existia.

Bom… Ora então parece que o Pai Sofre está de volta, não é verdade? É sim senhor! Eu, no fundo no fundo, sou como uma vítima de violência doméstica. Por mais que diga que nunca mais volto acabo sempre por regressar para levar mais uma ou duas arrochadas no lombo… (Aim… Mau ambiente, ó Gil.). Tem toda a razão, peço desculpa. É que desde que apanhei aquele escaldão no Algarve o meu humor tem estado assim, um tanto ou quanto, para o negro.

Mas adiante… Eis que chega a 3ª temporada da crónica mais espectacular, mais fantástica, mais idiota, mais interessante, mais…, mais… coiso, de todas as crónicas do Mundo. Uma crónica que retrata, na primeira pessoa, as aventuras e desventuras de um pai  cuja aptidão para tomar conta de bebés é equivalente a zero. (Ou pelo menos era o que eu pensava… Hoje percebo que sou um pai espectacular. A miúda já vai com mais de 12 meses e nem um braço, ou um perna, partiu. Ahh, pois é! Pumba, vão buscar, suas profetas da desgraça alheia…) Que isto sirva de lição a todas aquelas amas e educadoras de infância, cheias de cursos xpto, cujos miúdos depois aparecem com diversos hematomas ou caem pelas janelas.. (Ah! Raios… Lá está a porcaria do humor negro outra vez. Será que se eu disser que tenho passaporte diplomático vocês me desculpam?! Não?! Ok, então tudo bem.)

Pois bem, o Pai Sofre de hoje irá falar sobre tudo e, ao mesmo tempo, não vai falar sobre nada. Será uma espécie de “Apontamentos Europa-América do Pai Sofre”. Um resumo do que se passou durante estes dois meses em que estive ausente. (Sim, a última crónica do Pai Sofre foi há 2 meses atrás. Se as crianças têm direito 3 meses de férias porque raio é que uma crónica sobre elas não pode ter um interregno semelhante?!) No final do mês de Junho tinha escrito um artigo onde falava sobre o que era ir à praia com uma criança (aka, um terror!!). Quero que saibam entretanto já me tornei um expert na matéria. Consigo chegar à praia antes das 10h (assim, tipo, às 9h50…). Monto o estaminé todo sem gritarias nem discussões. A criança já vem com o protector posto de casa, é só vestir a fralda da praia, fato de banho e siga para o banho. Até a parte da água do mar ser fria ela já percebeu. Se quer brincar com a água do mar tem de se aguentar com o facto dela ser gelada, assim como assim a dos chuveiros também é fria e não é tão saborosa. Desisti de explicar que a areia não é para se comer (o que faço agora é tentar que ela beba o dobro da água do que ingere de areia) e descobri a forma ideal para passar o dia inteiro na praia sem sentir remorsos por a criança estar exposta ao sol entre as 13h e as 16h (sim… Entre as 13h e as 16h. Mais do que isso é paranóia.) Como? Simples, fazemos praia até às 13h, depois vamos almoçar fora, beber café, dar uma volta ao quarteirão até a pirralha adormecer e quando ela acorda já passa das 16h e estamos todos estendidos a descansar na toalha. Espectacular, não é verdade?! É sim senhor!

Nestes 2 meses descobri ainda que as crianças são bastante preguiçosas. Por exemplo, a minha filha recusa-se terminantemente a andar se eu não lhe der a mão (ou pelo menos um dedo). Chora desalmadamente quando não chega a um determinado brinquedo que quer, mas no entanto é capaz de trepar uma espreguiçadeira, sozinha, se vir um telemóvel sem supervisão de um adulto. Descobri que a comida que é espectacular dependente dos dias e das refeições, por exemplo: hoje ao almoço pode ser horrível, mas logo ao jantar (ou vice-versa) é a melhor coisa do mundo. E aprendi que as camas de viagem são as melhores amigas de um pai quando precisa de fazer algo em casa descansado.

Mas não fui só eu que aprendi coisas nas férias…. A minha filha descobriu que não somos todos “Mamã”. Existe também o “Pai, Papá e Papái” (que são todos a mesma pessoa), a “águm”, o “olá”, e toda uma panóplia de sons de animais e palavras em espanhol, que são basicamente a mesma coisa para mim. Descobriu que as coisas ao fim da 3ª vez que caem (são atiradas) ao chão deixam de voltar para ela. E aprendeu ainda que NÃO significa “vou ali dar uma volta até ele deixar de estar a olhar para mim e já volto a fazer o mesmo que estava a fazer”.

Quando fez um ano teve direito às suas primeiras duas festas de aniversário. (Não sei porquê mas as crianças nunca fazem uma só festa de aniversário. Ou porque uma calha durante a semana e os pais fazem outra ao fim-de-semana. Ora porque os pais fazem uma festa para a família e outra para os amigos. Ou simplesmente porque os pais fazem uma festa em casa e depois querem fazer outra na escola…) No caso da minha filha foi porque no dia de anos dela estava de férias só com os pais e tios. Conclusão: tivemos que fazer outra festa, para a restante família e amigos, quando voltámos. Mas felizmente ela faz anos em Agosto e por isso acabei por fazer uma bela de uma sardinhada no meio do mato. Foi uma espécie de “aniverrascada”. Meio aniversário, meio petiscada. Foi uma festa tão porreira, mas tão porreira, que tenho cá para mim que iremos passar a comemorar todos os anos assim!

Mas infelizmente já terminaram as férias. O verão está quase no fim e a cachopa com um ano já começa a dar mais trabalho aos avós do que o que eles conseguem aguentar. Como tal está na hora de ir para para a escolinha. É verdade… A minha pimpolha vai para o infantário. É claro que ao início ela não ficou muito satisfeita quando lhe contámos a novidade mas assim que soube que eles lá tinham brinquedos diferentes para ela escavacar ficou radiante. Agora é esperar para ver…

Não perca o próximo episódio, por nós… Também não!

“Ai! Ai! Pai Sofre!”

 

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