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O sofrimento humano… A Velhice – Aida Fernandes

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A mudança e o mudar, foram sempre, ao longo dos tempos, preocupações sentidas por aquele que está atento e vigilante á evolução sociológica do ser humano. Com efeito a maior mudança que se opera na vida de um pequeno ser que nasce é sentida na sua velhice. Não é fácil aceitar a esta mudança fisiológica, geram-se sentimentos de desconforto, de medo, de ansiedade e de dúvida, esta etapa requer cuidados acrescidos, por parte da família, requer mais carinho e mais amor.

Atrevo-me a dizer que  …”quando a vida nos dá razões para chorar, temos que lhe mostrar as razões que ainda temos para sorrir”!!!!

Verdade, parece difícil e ás vezes quase impossível, mas nada podemos esperar do desespero, do medo, da resignação, da não aceitação do que quer que seja.

Vivemos numa sociedade quase descartável, não podemos deixar que as relações interpessoais desapareçam. Acreditemos na felicidade para tornar os outros felizes!!!

Convencemo-nos de que a vida será melhor depois, depois de terminar o curso, depois de conseguir trabalho, depois de casarmos, depois de termos um filho…Logo sentimo-nos frustrados porque os nossos filhos não são suficientemente grandes, e pensamos que seremos mais felizes quando crescerem e deixarem de ser meninos, depois desesperamo-nos porque são adolescentes, difíceis de aturar, o que  não pensamos é que tudo isto é insignificante quando nos deparamos com a velhice, ou  com  perdas que não estaríamos a contar pela lei natural da vida, isso sim requer de nós a tal mudança.

Este é um tema que me agrada particularmente, por estar diariamente confrontada com estas experiências, já me questionei e parei para pensar no que realmente significa o sofrimento humano, e para que serve???

A medicina enquanto ciência e, simultaneamente arte de curar, descobre no seu vasto terreno dos sofrimentos do homem o seu sector mais conhecido, ou seja, o que é identificado com mais precisão.

O sofrimento que de fato devemos definir como provação muito dura, á qual a humanidade é submetida.

Quando estamos deparados com uma pessoa nestas condições  e vemos que a morte na maioria destes casos é um evento traumático e excessivamente doloroso, acontece pensarmos muitas vezes, será que há uma forma de morrer na qual não haja tanto sofrimento desnecessário ao ser humano?Até que ponto valerá a pena lutar?até que ponto valerá a pena prolongar alguns “dias”de vida! em vez de darmos mais vida aos nossos dias! Ou pensar o contrario?

Questionamos  frequentemente! Que estão a  fazer os doentes em fase terminal, de morte cerebral, de imobilidade total! Isto é difícil de entender e aceitar!!

Poderíamos até falar na eutanásia mas se reflectirmos um pouco vemos que não são os casos de sofrimento físico excessivo, mas sim o desânimo e a falta de coragem para enfrentar a vida de uma forma diferente, os que levam á eutanásia, então , qual é o maior sofrimento Humano e quando é ele mais relevante…sem duvida a velhice!


Assim, enquanto capazes devemos  aproveitar o que a vida nos dá, ela está sempre cheia de desafios e surpresas, só que por vezes não pensamos que são desafios e provas e que nada existe por acaso, mas sim para nos ensinar a ver a realidade da vida com os outros olhos…A vida é uma passagem!!!A escola da vida diz-nos que devemos aprender com as adversidades, elas estão ali para nos testar, fazem parte da nossa história, enquanto membros de uma família, de um povo, e raramente temos consciência da importância da nossa história.

Precisamos da história, da nossa, dos outros, da do mundo que nos rodeia, para fazer do tempo uma linha de continuidade e da vida, a nossa e a de todos os outros , acontecimentos que jamais se apagam.

Ninguém pode voltar atras com a sua história, mas pode aprender com ela,  fazer com que os que nos rodeiam possam sentir que contribuímos para um futuro melhor, a nossa viagem pode ser cheia de atropelos, sonhos, fantasias e esperas, mas nunca uma viagem com volta…pensemos nisto!

Até uma determinada fase da nossa vida não aceitamos da melhor forma perder o que amamos mas sim a amar o que possuímos, na velhice só nos resta mesmo, amar o que possuímos.

Quando contactamos com idosos diariamente,  a vida vai mudando cada vez mais, eles são o espelho para o nosso futuro, todos eles possuem características diferentes, dificuldades, carências, idades e sabedorias diferentes…seres humanos que necessitam do nosso amor, compreensão, a nossa ajuda nas tarefas que aos poucos foram deixando de poder realizar, motivo de uma grande angustia, tristeza e frustração.

Sem duvida que devemos aproveitar e compreender estes seres que apesar das idades avançadas, do sofrimento e da fragilidade nos enriquecem diariamente com as suas histórias…a suas bibliotecas de saber…um património sociocultural e histórico acumulado em anos de experiência, de saberes já feitos .

Vale a pena pensar sobre isto, numa sociedade que enfrenta diariamente uma crise de valores e não só uma crise socio-economica!!!

DestaqueLeitoresCrónica enviada pela Leitora Aida Fernandes
O sofrimento humano… A velhice

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41 Comments

41 Comments

  1. Laura Paiva

    12/02/2013 at 21:34

    Bravo Aida Fernandes!
    Está duplamente de parabéns, pela sua magnífica crónica e pela sua estreia neste espaço!

    O assunto que aborda toca a todos nós – a velhice é, de facto, uma chatice em todas as vertentes.
    Bem haja por ajudar os seus velhinhos a terem dias com mais vida!

    Beijinhos
    Laura Paiva

    • Aida Fernandes

      12/02/2013 at 21:42

      adoro mesmo trabalhar nesta área e daí que também goste de escrever sobre o tema, como principiante exitei muito no formato a escrever…mas tá feito!!

  2. Laura

    12/02/2013 at 21:58

    Parabéns,
    Este texto demonstra-te na tua essência, no amor que dás às coisas em que te inseres. O gosto pelo teu trabalho é notório, e alguém tem de o ter para que um dia mais tarde possamos contar com o mesmo apoio.
    Bjinho de parabéns !

    • Aida Fernandes

      12/02/2013 at 22:11

      Laura assim não vale…fiquei sem jeito mesmo, obrigada

  3. Conceição Bastos

    12/02/2013 at 22:01

    Parabéns, parabéns… está simplesmente espectacular para estreia está divinal! Continua que talento não te falta! Beijinho!

    • Aida Fernandes

      12/02/2013 at 22:13

      São, obrigada, quem me conhece sabe bem que eu gosto de falar sobre este tema, obrigada

  4. Carlos Fernandes

    12/02/2013 at 22:12

    Um bem haja! a uma critica deveras positiva, em relação a um tema que de qualquer forma nos toca a todos nós,por mais jovens que somos (rsrsrsrsr)
    um tema delicado mas com muito sentido se bem que eu não vou para velhinho!!!!mas para quem for lá teremos estas palavras de reconforto.
    obrigada Dª AIDA por ter partilhado estas breves palavras,com todos….

    • Aida Fernandes

      13/02/2013 at 11:41

      Carlos Fernandes, mais propriamente meu querido irmão, sabes bem e conheces bem a minha paixão por esta área, é algo que me acompanha diariamente e que vale a pena partilhar, dizes e muito bem, és um jovem!!!claro que sim, e é nessa fase da vida que devemos compreender a importância da nossa caminhada, para quando chegarmos á idade avançada estarmos mais preparados para aceitar a velhice como apenas uma etapa da vida e não um “pesadelo”.
      Obrigada pela tua opinão e teu carinho, beijinhos

  5. Claudia Costa

    13/02/2013 at 9:42

    Muitos Parabens, Aida

    A crónica está muito bem elaborada e com sentimento, aliás, não duvido que tenhas sentimento por aquilo que fazes….estás na profissão certa.

    Adorei, adorei esta frase “Enquanto capazes devemos aproveitar o que a vida nos dá, ela está sempre cheia de desafios e surpresas, só que por vezes não pensamos que são desafios e provas e que nada existe por acaso”.
    E estou contigo, mas na realidade a vida hoje, não nos “deixa” auxiliar os nossos conforme desejávamos, estamos demasiado ocupados….mas para isso existem também ajudas que não existiam antigamente, como apoio social e centros de dia que vão a casa das pessoas….

    Vamos viver um dia de cada vez, e fazer com que tenhamos sempre algo que nos faça mover….

    Muitos Bjs, simplesmente amei…continua….

    • Aida Fernandes

      13/02/2013 at 11:32

      Claudia Costa,é a minha primeira crónica, exposta assim de uma forma bem visivel, contribui para que a minha escolha fosse relacionada com algo que me diz muito…sabes bem disso!!!adoro o que faço, adoro poder contribuir para o dia a dia de muitos que necessitam do meu trabalho, mas sobretudo do meu amor, carinho, compreensão e até paciencia, paciencia essa que é retribuida com experiencias maravilhosas que um dia possivelmente ainda vou partilhar algumas.
      um grande grande beijo de agradecimento pela tua tão gratificante mensagem

  6. Sílvia Andrade

    13/02/2013 at 10:14

    Antes de mais, Aida, parabéns pela sua ousadia, parabéns pela iniciativa de nos fazer reflectir num assunto tão importante.
    Quanto ao tema escolhido,não podemos esquecer que todos nós, se a saúde o permitir,um dia atigiremos essa fase sábia da vida.
    Na minha perspectiva, a velhice tem que ser vista apenas e tão só como uma de muitas etapas da vida. Cada pessoa que consegue atingir uma idade avançada é sinal que possui uma longa história e que de uma forma ou outra vai deixar a sua marca, marca essa,que servirá de exemplo para os mais jovens.
    O mais importante é sentir a velhice, tal como tudo na vida, sempre pelo lado positivo.

    “Saber envelhecer é a grande sabedoria da vida.”

    Beijinhos.

  7. Aida Fernandes

    13/02/2013 at 11:27

    Silvia, partilho da mesma opinão…Saber envelhecer é a grande sabedoria da vida…sem duvida!!o que muitas vezes duficulta o trabalho de quem lida com esta realidade é precisamente o fato de muitos idosos não aceitarem a sua condiçao mesmo, cabe-nos ajudar nesta tarefa, um muito obriagada pela linda mensagem, é gratificante!
    beijinhos

  8. Fernanda Fernandes

    13/02/2013 at 21:07

    Sinto-me um pouco (bastante) atrasada a felicitar-te pela tua crónica.
    Não posso dizer que me surpreendeu porque conheço as tuas capacidades e felizmente aceitas-te revela-las..
    Quanto ao tema, não poderia ser outro!
    Muito bem escrito e sobretudo muito sentido.
    É muito bom saber que quando estiver muito velhinha posso contar contigo!ahahah
    Parabéns e continua..

  9. Aida Fernandes

    13/02/2013 at 22:38

    Fernanda Fernandes, para mim, Nanda e irmã muito querida!não te sintas atrasada,vens sempre a tempo!obrigada por acreditares tanto nas minhas capacidades(as vezes mais que eu propria!)
    É com grande orgulho e satisfação que vejo que o tema agradou, é realmente notório que o fiz de uma forma sentida, tu que me conheces bem, sabes que é verdade.
    Quanto á tua velhice….Deus queira que eu ainda cá esteja para te acompanhar, mas somente nas longas histórias que teremos para contar, porque estarei bem mais velha que tu…
    Beijinhos e muito obrigada pelo carinho

  10. Fatima Mesquita

    13/02/2013 at 23:00

    Gostei e é um assunto que me da muito prazer em dissetar pena é que se olhe para os nossos Velhos como uns seres ou uns numeros a destruir pois são um “cancro” da sociedade
    Aina bem que hesiste alguem que se preocupe com esta problematica
    Beijos Fátima

  11. Diana Oliveira

    13/02/2013 at 23:29

    A velhice é realmente um tema muito vasto. Poderia dizer mil e uma palavras sobre isto mas realmente está tudo dito. Nascemos, vivemos e morremos, é o ciclo de vida e ao longo desta aprendemos, graças à educação do nosso lar e da sociedade em que vivemos, a valorizar o que realmente, e apenas, tem valor. No entanto, nem sempre isto acontece. Dá-mos demasiado valor a coisas mínimas e deixamos de viver melhor, sorrir, por isto mesmo. Quando tinha 13 anos de idade, sonhava ter 18 anos e, de certa forma, pedia para que o tempo passasse a correr. Os 18 anos é uma idade onde os adolescentes pensam que irão ser mais livres e independentes. Posso dizer que muitas vezes a minha mãe me disse “Não tenhas pressa de crescer, o tempo passa a voar filha..”. Pois bem, hoje estou na flor da idade, com 21 anos e hoje digo, a minha mãe tinha razão..ela sempre tem razão.
    O ser humano vive por etapas e por objectivos sonhados. Ora acabar um curso, ser alguém, casar, ter filhos, ter dinheiro. Eu aprendi a viver o presente e deixar o futuro aparecer conforme o destino assim decidir. Viver um dia de cada vez, sem pressas. Um dia serei “velhinha” e espero ter muitas histórias para contar, espero aprender e ensinar muito. Também quero ser uma “bibliotecas de saber”.
    Até hoje agradeci sempre tudo que vivi e sei que ainda tenho muita coisa para viver. A vida é feita de momentos e “quando a vida nos dá razões para chorar, temos que lhe mostrar as razões que ainda temos para sorrir”!!!!”…é uma grande verdade.

    Aida Fernandes és uma grande mulher. Tenho o prazer de te conhecer e é com enorme gosto que leio a tua crónica. Está fantástica. Que belas e sábia palavras. Obrigada por enriqueceres o meu conhecimento nesta área. Obrigada por esta grande reflexão.
    Continua. Muitos parabéns.

    Diana Oliveira

  12. Aida Fernandes

    14/02/2013 at 0:12

    Diana Oliveira, assim não………..fiquei sem palavras!já sabia que eras uma “adolescente-menina-mulher” com muitas qualidades, agora ainda mais me surpreeendeste com a tua mensagem,de fato partilhamos a mesma opinião, devemos viver o presente…o agora(embora com os olhos postos no futuro!), uma vez alguém disse:…” o futuro está naqueles que souberem dar ás gerações de amanha razões de viver, são essas as razoes que vão dar a cor aos nossos dias, são essas que na velhice poderemos recordar e fazer a nossa biblioteca se saberes.
    obrigada pelo teu comentário, tão lindo, sobretudo porque és uma jovem e é a tua geração que um dia vai valer a minha (quando for velhinha), quero ter pessoas lindas e com um sorriso como o teu a dar vida a mais uns dias…obrigada!!

  13. Aida Fernandes

    14/02/2013 at 0:21

    Fátima Mesquita, obrigada pela sua opinião, é realmente verdade quando diz que os” velhos” são por vezes um cancro na sociedade, existe muita muita carencia e solidão, muita falta de apoio, mas também não deixo de dizer que já muito se tem feito para que cada vez possam existir mais condiçoes para receber e tratar estes seres com dignidade, para assim poderem ter um “fim” de vida com mais conforto, amor e carinho.
    Lido diáriamente com este problema, tentar que a vida dessas pessoas deixe de ser um “cancro”, a velhice é só mais uma etapa da vida.
    beijinhos

  14. Isabel marques

    14/02/2013 at 22:44

    Bem amiga e irma aida, tive uma semana dificil,sem muito tempo, mas hoje consegui.ja tinha lido a tua fantastica cronica ,mas hoje queria reler mais uma vez sobre este tema que tanto gosto.que surpresa bonita tive agora quando vi estes comentarios maravilhosos.de gente maravilhosa para uma pessoa que merece estas palavras e muito mais.tenho gosto em saber como ajudas os dias destes velhinhos maravilhosos, e sei que estarei e serei tua amiga quando esta altura chegar, ( ja nao falta muito ahahaha) . Parabens e amiga arranja tempo para continuares a escreveres.

    • Aida Fernandes

      15/02/2013 at 14:07

      Isabel Marques e irmã Bela, assim não vale, começo a pensar que até tenho jeito para escrever lol!!o tema sem duvida que foi escolhido de acordo com aquilo que me dá prazer fazer nesta vida( tu mais que qualquer outra pessoa, sabes bem disso, aliás conheces já grande parte de belas histórias), cuidar de idosos, nada mais nada menos que pessoas que estão numa etapa da vida e que sendo apenas mais uma, é realmente aquela que requer que alguém possa ter “paciencia”, sabedorias e muito amor para lhes dar.Sem duvida para lá caminhamos e como tu o dizes Deus queira que juntas…mas não te esqueças! pela lei natural da vida eu vou precisar de ti primeiro rsrsrs
      Mais uma vez, estou sem palavras perante os comentarios que me deixam sem jeito e diante de ti…até me sinto envergonhada!

  15. Luisa Moutinho

    15/02/2013 at 16:45

    As experiências de vida dos nossos velhos não são aproveitadas e ouvidas pelos mais novos o que me entristece bastante, não aproveitamos um património humano riquissímo que temos.
    Aida dou-te os parabéns pela tua primeira crónica que escreves-te e desejo que continues, pois concerteza tens muita matéria acumulada pois a tua profissão assim o obriga.Bjs.

    • Aida Fernandes

      16/02/2013 at 23:03

      Luisa Moutinho, obrigada pelo comentario e opinião, vamos tentar todos que o nosso “fim” seja de Esperança, não por engano mas sim convictos de que fizemos o nosso melhor.Estou convencida que mais dia menos dia os idosos terão um impacto mais atrativo e positivo na sociedade e que iremos aproveitar melhor um patrimonio humano. Beijinhos amiga Luisa

  16. Luisa Moutinho

    15/02/2013 at 17:02

    Um dia li em algures
    “Vou fazer do meu fim minha esperança,
    ó sono, vem!… Que eu quero amar a morte
    Com o mesmo engano com que amei a vida”

  17. Sofia Fernandes

    16/02/2013 at 13:32

    É bom ler isto e saber que nos dias de hoje ainda existem pessoas, ainda que poucas a meu ver, que se preocupam com o sofrimento humano, principalmente na fase terminal da vida. Pois, muitas pessoas não pensam em ajudar e tal como referido na cronica, não pensam também que eles são o nosso espelho.
    Espero um dia mais tarde, quando chegar a essa etapa ter alguém, que se preocupe e quem sabe, escreva algo igual a esta cronica!
    Está muito bom mesmo, beijinho grande 🙂

    • Aida Fernandes

      16/02/2013 at 23:14

      Sofia Fernandes, boneca…(como te costumo tratar!), nem imaginas como fico feliz com o teu comentario, que bonito ver uma jovem motivada para um dia escrever uma cronica sobre este tema. Atrevo-me a dizer que para já posso ser considerada o espelho da tua geração!Espero com a minha cronica de estreia ser também um testemunho vivo e presente. Beijinhos de profundo agradecimento.

  18. Sofia Gonçalves

    16/02/2013 at 21:11

    Parabéns a Aida,
    Gostei muito da crónica para principiante esta muito bem.
    O tema é muito interessante concordo plenamente consigo.
    Nos que trabalhamos directamente com os velhinhos como carinhosamente custo chamar sabemos que esta é a realidade.
    Acho que se saiu muito bem e que devia escrever mais sobre o tema ou outros relacionados.
    Força para continuar.
    Beijinhos. 🙂

    • Aida Fernandes

      19/02/2013 at 22:44

      Sofia Gonçalves, obrigada pelo teu comentario, tu conheces bem esta realidade e muito há a falar sobre ela, por isso podes contar com as minhas cronicas a partir de agora, sempre ás quartas feiras, espero merecer a tua opinião, beijinhos

  19. Maria Cacilda

    16/02/2013 at 23:20

    Aida estás de Parabéns pela crónica que escreveste. Continua vais longe. O Tema foi muito bem escolhido a “Velhice”. Pena que não haja mais gente a pensar nos nossos velhinhos. Mais uma vez os meus Parabéns continua Gostei muito.

  20. Natália Carvalho

    17/02/2013 at 0:37

    MUITO BOM!!!

    Não me vou alargar muito, pois os comentários anteriores dizem tudo!

    Contudo, não posso deixar de te dizer que não me surpreende ler estas palavras vindas de ti,apesar de cada uma de nós ter seguido o seu caminho, (a vida é mesmo assim) não me esqueço do tamanho do teu coração, quando eramos “meninas”,andavamos na escola, lembras-te?… o teu coração era maior que tu, e assim continua 🙂

    Infelizmente poucos são os que se “IMPORTAM” com a terceira idade, ou com os nossos velhinhos, prefiro assim….

    Aqueles que daqui a uns tempos, se a vida nos permitir, seremos nós….

    Queira Deus que nessa altura hajam muitas “AIDAS”!!!

    Parabéns e continua assim.

    Beijo!

    • Aida Fernandes

      17/02/2013 at 18:56

      Natalia Carvalho, Talinha para os amigos, quem ficou surpreendida com a tua mensagem fui eu,que bom lembrar os tempos de estudante, claro que me lembro bem de tudo, só não me lembro de ter um coração maior que eu!!pelos vistos achas que continuo e isso faz com que acredite que apesar da vida nos separar e cada uma ter seguido o seu caminho, a amizade ficou, porque “os verdadeiros amigos nunca se separam, apenas seguem caminhos diferentes”.
      Quanto ao tamanho do meu coração considero que faço por abraçar aquilo que amo, com o maior amor e sorriso do mundo, não sou diferente nem quero ser melhor, quero apenas continuar a Aida que recordas mas a caminhar para a velhice, evidenciando portanto mais alguma sabedoria pela experiencia de vida adquirida.
      Um beijinho de eterna gratidão pelas tuas palavras, um beijinho para o teu pai, que é uma pessoa que eu adoro e que faço questão de todas as vezes que o vejo, tratar com o maior carinho, aliás desde uma boa conversa de café a um beijinho na rua, tudo nele é fascinante pela alegria que ele transparece mesmo com o passar dos anos.

  21. Aida Fernandes

    17/02/2013 at 16:10

    Maria Cacilda, nem sabe o gosto que me deu ler a sua mensagem!obrigada! Vou ver se consigo ir longe!!!

  22. Lucília Maria da Silva Passos Guimarães

    17/02/2013 at 18:46

    Palavras para quê?… Apesar de não ser um tema da atualidade porque “outros valores se levantam…” é bom saber que há quem se lembre dos “nossos velhinhos”. Parabéns, mas não é uma surpresa, para mim, esta habilidade em comunicar e fazer passar uma mensagem com muito sentimento…
    Faço votos para que esta seja apenas uma das muitas crónicas que virão!

    • Aida Fernandes

      19/02/2013 at 23:00

      Lucilia Guimarães, para mim Mãe Cila…sempre!como tu propria dizes, palavras para quê!!!!já me conheces, já conheces a minha paixao por esta área e deixa-me dizer-te que apesar de hoje outros valores se levantarem, acredito que ainda vamos a tempo de apelar aqueles que acham que nunca serão velhos, ou que nunca vão precisar de ninguem.
      Esta foi apenas uma das muitas cronicas que irão surgir…sim!!!!!Beijinhos

  23. João Abreu

    17/02/2013 at 23:07

    Aida, muitos parabéns.

    Pelo que escreves e pela opinião publicada, sem receios de comentários, contraditório, outras opiniões.
    Costumo dizer aos meus alunos que não há prazer sem dor…e ao longo dos anos vamos amadurecendo essa forma de lidar com a dor, porque a vamos sentindo como nossa, vamos convivendo e fazendo dela nossa íntima familiar.
    Mas a maior dor é a de vermos o não sofrimento com as novas dores dos outros. De gerações que sentem a dor do desespero de um emprego e de trabalho adiado. De gerações que se sentem atiradas para a berma da utilidade social.

    Deixo a pergunta: que sofrimentos teremos dentro de 20 anos? Seria, ou deveria ser, para aqui que deveríamos começar a trabalhar!

    Um beijinho e continua.

    • Aida Fernandes

      19/02/2013 at 23:14

      João Abreu,como é bom contar com mensagens de pessoas tão envolventes quer em acçao social, quer em sabedoria, gostei muito do apelo que faz com a pergunta, realmente devemos prespetivar o futuro sob este ponto de vista.Estas partilhas servem para nos colocar diante desta realidade.
      obrigada e conto com a sua participaçao e opiniao nas cronicas de quarta feira, beijinhos

  24. Rita Carvalho

    17/02/2013 at 23:19

    Sem duvida a velhice é um tema muito temido e preocupante.
    A sensibilidade para este assunto nota-se na forma como escreves.
    Mais do que qualquer outra escolha, a velhice é o caminho que percorremos
    com mais ou menos intensidade mas que surge à nascença.
    Ser velho ou sentir-se velho é doloroso e nos dias de hoje
    é cruel. Quem não viu já um idoso só e abandonado ou mesmo doente e excluído …
    Ainda bem que conseguimos formar pessoas para ajudar nesta responsabilidade familiar e social.
    Gostei.

    • Aida Fernandes

      19/02/2013 at 23:25

      Rita Carvalho (Ritinhaa), és uma jovem, com um futuro lindo pela frente, dizes e muito bem que a velhice é um tema muito temido e preocupante para muita gente…se o caminho que percorremos nos levar á velhice, sem duvida que ficaremos velhos…ou melhor chegamos a mais uma etapa! devemos assim ir preparando esse caminho…como e porquê? quero partilhar algumas experiencias de vida, para que muitos mudem o conceito de Velho…Terceira idade…
      Um grande beijinho de agradecimento e fico á espera que contribuas sempre que puderes com a tua opinão.

  25. Paulina Mirra

    17/02/2013 at 23:44

    Aida, não sei o que comentar, não porque não saiba o que dizer, mas sim porque não me surpreende a tua cronica, sabendo como és.
    Este assunto, realmente não é para quem sabe o que é a velhice, mas sim, para quem sente o que ela é.
    Profissionalmente, aprendemos diariamente a lidar com este assunto, mas acredito que para muitos este seja um assunto chato – ” Velhice? Ah! Quando lá chegar logo se vê. ” – ouvimos esta frase quase sempre que o assunto vem ao de cima. No nosso dia-a-dia, como profissionais, vivemos com mais intensidade em todos os sentidos possiveis de sentir.
    Compreender a velhice não é facil, quer profissional, quer na vida familiar. Mas, temos que pensar que os nossos “velhos” de hoje, foram os jovens de ontem e serão a nossa história do amanha. Parte das pessoas esquecem-se que sem eles, não havia história.
    A velhice não é só o trabalho que dão, mas também sabedoria, respeito e uma perspectiva do nosso futuro.

    P.S – concerteza ainda muitos se lembram da história do filho que levou o pai ao monte, por já este ser velho, dando-lhe uma manta. O pai, rasgou a manta em duas dando metade ao filho, dizendo-lhe ” Guarda-a, vais precisar dela quando o teu filho te trouxer cá, quando fores velho “. Dá que pensar!

    Espero pela próxima cronica.

    • Aida Fernandes

      19/02/2013 at 23:53

      Paulina Mirra, apetece-me começar por te dizer o mesmo como quando fizeste o comentário, não sei o que dizer não porque não tenha palavras mas porque fazendo tu parte desta envolvencia, onde diáriamente podemos partilhar quer os bons quer os maus momentos, as boas ou as menos boas experiancias, fica pouco para dizer aqui.Sentimos diáriamente o que é ser velho e olhamos para esta etapa como se fosse um espelho,a tal perspetiva do nosso futuro que falas. Também já nos questionamos muitas vezes como e com quem seremos parecidos!!já nos questionamos se iremos sofrer muito!!já nos questionamos se chegaremos inclusivé a esta etapa!
      Se lá chegarmos concerteza levamos uma bagagem que nos permitirá compreender e aceitar de uma forma bem mais real tudo o que a envolve, no entanto existe ainda muita gente que por não ter necessidade ou porque simplesmente o tema “velhice”é pouco interessante, ainda desconhece a riqueza desta experiência.É neste sentido que quero partilhar as minhas cronicas na certeza que aumentarei á minha bagagem e por sua vez farei aumentar a de muitos.
      A “história da manta”é a lição para todos os que acham que nao precisam de se preocupar com a velhice.
      Obrigada amiga e colega, conto com a tua opinião sempre…Beijinhos!

  26. Alirio Canceles

    19/02/2013 at 23:10

    Uma abordagem lúcida e pertinente do ciclo de vida do “SER”, enquanto humano. Parabéns Aida
    Bjs

    • Aida Fernandes

      04/03/2013 at 21:54

      Obrigada AlirioCanceles pelo seu comentario, a velhice é sem duvida um tema ainda muito temido mas que nos coloca diante do “SER” ao longo de toda a caminhada,Bjs

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