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O Pai Sofre deseja a todos vós um feliz 2015! Ah, porra… Um feliz 2016!

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Será possível que a dia 12 ainda continuo a escrever 2015 em vez de 2016?! Irra…
Mas pronto, existe uma explicação perfeitamente lógica para que tal aconteça: estou em casa desde dia 24 de Dezembro e por esta altura já não sei a quantas ando (é mesmo verdade, antes de escrever “dia 12” tive de ir ao calendário confirmar que dia era hoje) e como tal tenho andando um pouco a “leste do paraíso”.

Como deve ter reparado (se não reparou, «shame on you») não tem havido publicações do Pai Sofre nas últimas semanas. O motivo de tão desagradável situação prende-se pelo facto de ter decidido embarcar numa viagem inesquecível… Uma viagem maravilhosa… Uma viagem inigualável… Uma viagem pelo incrível mundo da paternidade a tempo inteiro… (tan, na, namm… ta-nam!) Pois é, o bom do Gil está em casa a tomar conta da sua pirralha. Algo deveras recompensador mas, ao mesmo tempo, cansativo como o raio. Especialmente quando a piquena está doente. (Felizmente agora já está boa, obrigado por perguntar.)

Agora que já esclareci os motivos da minha ausência irei colocá-lo a par do que se passou nestes últimos dias…

Natal: O Natal foi a loucura. 13 adultos, 2 crianças e 1 bebé, tudo ao granel aqui em casa. Era tachos para cá, gritos para acolá, bebé para acoli, houve alturas em que não conseguia distinguir se estávamos a celebrar o nascimento de Jesus Cristo ou a matança do porco em Fafião. (Se não conhece a tradição da matança do porco em Fafião – Montalegre – pesquise no Youtube e verá que é algo bastante… agitado. Chamemos-lhe assim…) Mas pronto, consegui sobreviver à matança, peço desculpa, ao nascimento, a criança gostou muito de andar de colo em colo, de abrir prendas, e acima de tudo de estar acordada até à 1h da manhã. O problema foi depois…

Fim-de-semana pós Natal: No fim-de-semana a seguir ao Natal a festa continuava. Jantares de família, almoços de família, lanches de família… foram tantas as comemorações familiares que a certa altura achei que ia rebentar de tanta comida enfiar no bucho. Em 4 dias percorri uma meia dúzia de casas, comi uma dúzia de pratos diferentes, bebi centenas, vá… dezenas, ok, 3 ou 4 litros de vinho, enquanto a minha piquena quase bateu o recorde do Guiness de mais horas ao colo. Infelizmente o problema foi que durante um destes convívios a gaiata adoeceu. Não sabemos se terá sido por causa das diferenças de temperatura entre as casas, se por ter estado em contacto com pessoas “eventualmente” doentes, ou simplesmente porque anda aí uma virose maluca. O que é certo é que dia 28 de Dezembro a piquena estava constipada e ranhosa. No dia 29 estava entupida e com tosse. E a dia 30 estávamos a caminho do hospital. (Oba…) Faltavam 2 dias para a passagem de ano e tinha a pimpolha doente. Maravilhoso…

Passagem-de-ano 2015 / 2016: Após uma ida ao hospital e uma troca de sms com a pediatra achámos que não faria mal nenhum irmos festejar a passagem de ano como tínhamos combinado. Ao fim ao cabo íamos ficar por casa (não era a nossa mas ainda assim…) ela já estava medicada e com um pouco de sorte até estaria boa antes de dia 1. (Ham… Ham… Pais de primeira viagem, aqui fica uma pequena informação: os putos demoram bué a curar constipações. E se não desenvolverem bronquites e bronquiolites já é uma sorte.) Conclusão: passei o fim-de-semana a sorver ranho através de um aspirador nasal, a acalmar birras do sono, passar creme em borbulhas, e fazer aerossóis na tentativa de soltar a expectoração.

Dia 4 de Janeiro: Regresso à realidade. A passagem de ano já era. Estávamos em 2016 e era altura de levar a bebé à pediatra… Más notícias: estava com uma bronquite. (Oba outra vez…) Alterámos a medicação, manteve-se os aerossóis e o aspirador nasal. Aiii como eu estava a adorar sugar ranhoca do nariz da pequena… Hum… Uma actividade quase tão boa como ter de a ajudar a fazer cocó. O único problema é que com esta medicação, ao contrário da outra, ela ficava com uma “pica do caraças”. A gaiata “snifava” uns vapores de Ventilan e ficava com mais energia que o João Baião no Big Show SIC. Se antigamente costumava dormir umas 15h por dia agora dormia 8h. Isto já contando com as que dormia à noite. Quanto mais Ventilan ela “snifava” mais agitada ficava. A expectoração estava a abandonar o corpo dela não porque estivesse curada mas sim porque não conseguia acompanhar a agitação que existia naquele mini-corpo.

Dia 11 Janeiro de 2016: Uma semana depois. A piquena finalmente estava melhor. Praticamente não tinha tosse nem expectoração. O Ventilan era passado e a respiração parecia estar a voltar ao normal. (Sim, porque antigamente ressonava como um velho de 80 anos a dormir de barriga para cima.) Tínhamos finalmente conseguido vencer a constipação. Foi então que olhei para a pequena, enquanto dormia, e pensei: “UAU! Sou mesmo um pai do caraças… Uma semana sozinho em casa com ela, doente, eléctrica, rouca e viciada em colos e consegui fazer com que ficasse saudável, calma, bem disposta e parasse de andar de colo em colo.” (O único problema é que agora estou viciado em sorver ranho e não consigo levantar os braços, mas fora isso tudo bem…)

“Ai! Ai! Pai Sofre!”

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