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A paternidade não tem só aspectos negativos!

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Ora viva!

Na semana passada, uma das minhas leitoras (sim, é mesmo de si que eu estou a falar!) perguntou-me porque razão tinha eu decidido ser pai, se a única coisa que faço é queixar-me e apresentar constantemente os aspectos negativos da parentalidade. Eu pensei, pensei, pensei, até que percebi que a melhor maneira de lhe explicar o meu ponto de vista, era colocando-a a pensar um pouco sobre este assunto:

“Será que quando falamos das coisas boas, da nossa vida, alguém acha piada? Não, pois não?! E se falarmos sobre aquelas férias fantásticas nas Maldivas? Também não. Então e se contarmos alguma peripécia, que não tenha corrido lá assim muito bem, nessas mesmas férias… O que acha??”

No caso da paternidade é igual. Se andarmos a gritar aos 4 ventos que somos os melhores pais do mundo, os mais sortudos, que o nosso bebé é lindo e que dorme umas 8h seguidas, ninguém vai achar piada nenhuma. Pelo contrário! Seguramente irão pensar que somos uns mentirosos, irritantes, e uns grandessíssimos filhos da… mãe. Mas, se por outro lado, decidirmos partilhar que mal conseguimos dormir ultimamente, que a nossa filha tinha a fralda tão cheia de cocó que chegava até aos cabelos, ou que o nosso filho achou que giro, giro, era partir a TV em mil pedacinhos, toda a gente vai achar imensa piada. Ao mesmo tempo que se recordam das suas próprias experiências.

(Isto se já foram pais. Se por ventura não é esse o vosso caso, então encarem esta rubrica como um aviso para se deixarem estar quietos!)

O “PAI SOFRE” é mesmo isso! Uma rubrica satírica onde tudo é esmiuçado ao mais alto nível. Tanto as coisas boas, como as más (especialmente as más). Aqui não se põem paninhos quentes sobre nada, as fraldas só são trocadas quando atingem os 3 ou 4Kg (que as embalagens tanto prometem) e o bebé é o inimigo número 1. Um inimigo fofinho e maravilhoso capaz de nos deixar derretidos. Mas, ainda assim, O INIMIGO!

Posto isto, quero partilhar consigo outra das coisas que aprendi esta semana: os bebés são uns porcalhões! E não me refiro às quantidades industriais de chichi, cocó e vómito que irão expelir após o seu nascimento. Refiro-me, sim, à badalhoquice que fazem logo dentro da barriga da mãe!

O leitor sabia que eles fazem chichi dentro da água (ou líquido amniótico, se preferirem o termo técnico) onde andam a brincar, dormir e comer? Pior! Após fazerem o chichi, ainda o bebem. Mas que bela porcaria, pá… Talvez seja por isso que, após o nascimento, têm de usar fralda… Para dificultar o acesso ao seu chichi e cocó.

Peço desculpa se o estou a incomodar com esta conversa ou, quiçá, até a enojá-lo um pouco, mas as verdades têm que ser ditas! Mesmo que isso nos traumatize de tal forma que nunca mais sejamos capaz de mergulhar na praia, sem pensarmos que podemos vir a engolir um pirolito ou outro, cheio de chichi!

(Filha! Aviso-te já que quando saíres daí vamos que ter uma conversinha acerca desses comportamentos tão pouco higiénicos. Ou perdes esse vício de andar a beber chichi ou não penses que eu vou esterilizar os teus biberons!)

Mas, como disse no início deste artigo, a paternidade também tem coisas boas. Sentir um pontapé do nosso bebé, ainda na barriga da mãe, é uma coisa maravilhosa! Aquele pequeno momento em que o nosso filho/a nos diz: “Pai, mãe estou aqui!” através de um simples empurrão na barriga é fenomenal. Especialmente para nós, pais, que por mais pontapés que eles dêem nunca nos aleija. Já às mães a coisa não é bem assim. No caso da nossa “piquena”, ela consegue aviar tanta pancada nos órgãos internos da minha esposa, que parece estar a treinar para ser a próxima Telma Monteiro. A sério! Não estou a brincar… Só para ter noção do que eu falo, fique sabendo que ela consegue chutar o intestino grosso da mãe, ao mesmo tempo que lhe dá uma joelhada no baço e ainda usa os pulmões como saco de boxe… É praticamente uma Steven Seagal, em miniatura, o raio da gaiata! O que, bem vistas as coisas, até é positivo. É que se ela a calha a ser uma mini MacGyver, por esta altura já se tinha pisgado dali para fora.

“Ai! Ai! Pai Sofre!”

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