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Este Porto parece aquele Benfica

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Mais um jogo, mais uma exibição deprimente, mais um árbitro, mais uma desculpa esfarrapada. Onde é que já vi isto? É só recordar o Benfica dos anos 90, o Benfica dos Pringles, dos Paulos Madeiras, dos Sabrys que só não ganhavam ao Porto dos Decos e os Jardéis por causa dos árbitros.

Mudam-se os tempos, mudam-se os protagonistas, mas os argumentos são os mesmos.

Portanto, o Porto não perde porque tem escolhido treinadores incompetentes, porque não tem um grupo de jogadores feitos na casa, fazendo uma equipa descaracterizada que confunde ser Porto com um bater no peito inflamado sem qualquer significado.

Portanto, o Porto não perde porque para ter alguém semelhante ao famoso “somos Porto” teve que ir buscar Maxi com mais de 30 anos ao rival, tal como outrora o Benfica foi buscar esse ADN na pessoa de Drulovic, Zahovic, e mais alguns reformados em actividade.

Portanto, o Porto não perde porque atira dinheiro que não tem para problemas que não se resolvem com ele atirando o clube para uma situação preocupante em relação ao futuro.

Portanto, o Porto não perde porque contrata equipas-maravilha dos Casillas e Tellos no início da época, como outrora o Benfica dos Donizetes e Cannigias inventou esse termo, que se transformam em equipas-pesadelo no final das mesmas.

Portanto, o Porto não perde porque anda a repetir em palavras as vitórias passadas incessantemente esquecendo-se de as repetir em campo.

Portanto, o Porto não perde por deixar fugir treinadores como Marco Silva, Jardim ou Rui Vitória, como o Benfica deixou fugir Mourinho outrora.

Portanto, o Porto não perde por deixar a escolha do treinador recair num empresário e o seu amigo.

Portanto, o Porto não perde por apresentar um futebol sem garra, sem ligação, sem alma.

Não, o Porto só perde por causa dos árbitros, como o Benfica só perdia nos anos 90 por causa dos árbitros.

O pior disto tudo é que o Benfica teve massa crítica para recuperar dessa gestão ruinosa da desculpabilização fácil, o Porto não tem, a grande massa crítica portista era a boa gestão, a gestão competente, a gestão à Porto, sem ela… não somos Porto por mais que o digamos vezes sem conta.

Por isso, é caso para dizer, a gratidão para com o passado está a matar o futuro azul e branco.

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