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Pró-lactantes em fúria.

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Ora viva! Começo por dizer que esta semana foi muito dura para mim. Logo após a publicação da minha crónica da semana passada, onde referi que irei começar a dar sopas à minha filha aos quatro meses, fui atacado por uma multidão de mulheres, “pró-lactantes”, em fúria. Segundo estas senhoras o leite da mãe é o melhor alimento possível para o bebé. E, como tal, a criança deve manter-se somente neste alimento o máximo de tempo possível!

Então agora eu pergunto: “E qual é o máximo de tempo possível?! Até a mãe ir trabalhar? Até a mãe ter leite? Até os 2, 3, 4, 5 anos?! Isso não me parece lá muito correcto minhas senhoras. Eu percebo que o leite da mãe seja bom, mas daí a arriscar danos psicológicos, por a criança andar a mamar nos intervalos do jogo de futebol com os amigos, isso já é um pouco demais. Criança alguma gosta de ter a sua mãe sempre pronta, de seios de fora, disponível para servir de chafariz para seu belo prazer. Ou será que gosta…?! Eu não gostaria! E muito menos gostaria de ter a minha esposa nestes preparos. Vocês sabem a quantas pessoas que assistem a um destes jogos de futebol infantil?! Pois, eu também não, mas são capazes de ser muitas. E dentro dessa multidão sabem quantos homens é que lá estão?! Isso mesmo, uma porrada deles! E por acaso vocês acham que esses homens olham para as senhoras Donas Mães como, “Ai que lindo, aquela mamã está a alimentar o seu filhote no intervalo do jogo…”. Não senhora! Estes tipos olham para as mulheres como, “Ei, ei, curte lá as mamocas daquela tipa. Ó puto tira lá a cabeça da frente que eu quero ver os pipos da tua mãe.”. Ah, pois é bebé! Nisso não pensaram vocês, suas malucas viciadas em amamentar.

Eu até posso perceber o vosso ponto de vista. E apesar de (feliz ou infelizmente) nunca ter dado de mamar consigo compreender a ligação que se tem com o bebé quando este está a sorver o seu alimento da mama da mãe. Só que como em todas as outras fases da vida adulta uma criança tem de quebrar os laços a dada altura. A criança tem de aprender a comer sozinha, a andar sozinha, a vestir-se sozinha, a ir para a escola sozinha, a sair à noite sozinha, e um dia (longínquo, espero eu) a sair de casa dos pais para seguir com a sua vida. É o ciclo da vida minhas amigas. É assim que funciona quer queiram quer não.

Mas voltando ainda um pouco atrás à questão da amamentação. Eu quando disse que a minha “rebenta” ia começar a alimentar-se de sopas, papas e afins eu não disse que a miúda ia deixar de mamar, ok?! Pelo contrário. Ela continuará ainda a beber o leite materno durante algum tempo. Ou directamente da mama da mãe, ou no biberon, após a mãe ter tirado com a bomba. Uma coisa não invalida a outra, perceberam?! Escusam de me acusar de ser um pai castrador, ok?! Até vos digo mais… Se a mãe continuar a ter leite, durante muitos e longos anos, é um favor que me faz. Assim sempre dá para tirar o leite com a bomba e depois usa-se daquele leite para a criança beber ou até para fazer as papas. (É que vocês não imaginam o preço que está o leite em pó…)

Por isso, minhas senhoras, tenham lá calma. Eu sei que as vossas hormonas andam todas adulteradas por causa dessa história da amamentação prolongada mas não venham para cá ameaçar-me com esguichos de leite nos olhos que isso não é bom para ninguém. Nem para mim que sou capaz de ficar cego de uma vista, nem para vocês que andam por aí com as mamocas ao léu, nem para os vossos filhos que ficam sem o que comer ao lanche. Obrigado a todas por lerem a minha crónica e até para a semana.

AHHH! Já me esquecia. Vocês por acaso leram aquela história de se poder dar comida sólida aos bebés já aos 6 meses de idade?! É que eu estava a pensar em talvez, se calhar…

Ei… Ei… Calma, calma, estava a brincar. Ponha lá esse mamilo de volta no soutien. Irra… Gente sensível.

“Ai! Ai! Pai Sofre!”

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