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Reconhecer e Recompensar

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Na liderança visionária vamos sempre à procura da dualidade paralela ‘reconhecer e recompensar’. Para isso, o líder ‘vai atrás do bom comportamento’ para reforça-lo; como? Gratificando-o. Esta gratificação em contexto de trabalho pode não significar ‘dinheiro’ propriamente dito. A curto prazo esta gratificação pode significar somente um elogio, porque os elogios são grátis e o trabalhador está com fome de ver o seu trabalho recompensado, sentem fome de apreço sincero pelos seus esforços.
Em primeiro lugar, o líder deve de ser um bom treinador; o treinador que elogia quando uma ação faz desenvolver um bom jogo, ou então, que não deixa o jogador esmorecer ante uma ação negativa para o sucesso conjunto. Assim, o líder deve de procurar desde logo o exemplo de bom comportamento e deste modo, conseguir que os seus colaboradores se tornem aquilo que são capazes de ser e não aquilo que são. Quando existe esta perspetiva por parte do líder, quando o controlo se minimiza e se manifesta o interesse em que o colaborador ouse, pense e alcance livremente, os frutos do sucesso começam a manifestar-se a par da notabilidade do colaborador e consequentemente, do elogio imediato e sincero do líder.
Ao definir com precisão os resultados que deseja ver produzidos, a meta que quer ver atingida, o líder visionário define onde quer chegar, emitindo a noção de responsabilidade que quer ver assumida por parte dos seus colaboradores, ainda que não definindo o ‘como’ ou o caminho que devem de usar.
Diferente de penalizar é reconhecer. Achar o comportamento referência, reconhecê-lo e recompensa-lo com as coisas que motiva os colaboradores. Para isso há que descobrir o que motiva a cada um e o deixa escapar um ‘Uau’, fazendo-os sentir-se especiais, porque na verdade o são realmente. Personalizar as recompensas, é pensar ‘naquele’ colaborador como ‘O’ que fez o excelente trabalho e deste modo está a ser recompensado – esta é a prática do estímulo do desempenho máximo. Procurar o bom comportamento, elogiar o progresso e recompensar resultados. Apesar disto, esta arte do elogio por parte do líder visionário não deve de ser banalizada ou cair no exagero, deve de ser específica (causa), imediata, sincera, e realizada em público pronunciando o seu primeiro nome aquando o enaltecimento. Uma nota de agradecimento no local de trabalho, 1 mês de parque pago, a assinatura mensal de uma revista que aprecie, são meios sinceros de personalizar a recompensa do colaborador pelo seu desempenho máximo. Isto porque não se deve de esquecer o valor real da empresa. Mais do que o dinheiro que tem, o valor real da empresa é a competência, “são as pessoas e o potencial que têm para ajudarem a concretizar a tua grandiosa visão do futuro” (Sharma, 2010). ‘Como queres que os teus clientes te tratem?’, ‘Como tratas os teus colaboradores?’ ; essa é a grande questão. A partir do momento em que o líder liberador e visionário expõe, reflete e informa os seus colaboradores dessa visão de futuro, desses objetivos-meta a serem cumpridos, o reconhecimento e a recompensa são peças fundamentais que estruturam a união de uma equipa. Estimular as pessoas, focalizá-las no sucesso, ter alternativas criativas como por exemplo, colocar ‘O Dia do Chefe não ser Chefe’, onde o chefe fica encarregue por um dia de tarefas que não as dele, ou então colocar ‘A arca do Tesouro’ num sítio estratégico com CD’s e livros sobre motivação pessoal, que possam servir de recompensa imediata pelo bom desempenho. O importante é reconhecer, elogiar, recompensar, motivar e partilhar de uma visão comum: conseguir, através de um propósito maior, conhecido por todos e por cada um, e rumar ao sucesso.

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