01/06/2020

A vida É Isto. Ou deveria.

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Chegar aos 29 e perceber a diferença entre ser feliz e estar feliz.

Relativizar. Questionar. Reflectir.

As roupas valem zero, os sapatos que amo também. Se é ou não licenciado, mestre, doutorado, tretas que juntamos frequentemente às roupas e aos sapatos que amamos.

Dia da Felicidade?! Ah sim… chegar e “despejar” informação ao nosso melhor amigo por e-mail e ter a certeza que amanhã acordaremos com uma resposta que definirá o nosso humor matinal, sempre positivo.

Dizer a alguém que gostamos, que queremos e sentimos, mas dizê-lo em verdade, em consciência, de corpo e alma.

Destemer o próprio medo, congelar é um bloqueio e os bloqueios matam momentos especiais. Evitar vacilar, se der certo óptimo, senão azar! Tentar de novo, não desistir enquanto acredito.

Querer continuar a sonhar com amores impossíveis, vivendo a realidade como se de uma comédia se tratasse e pensando no futuro ao sabor de um Martini com a certeza final de que, se não estamos aqui para ser livres de alma, pensamento e atitudes, não deveríamos estar aqui.

Dia da Felicidade?! Não deveriam ser todos os dias? Mesmo em síndrome TPM, mesmo quando chove, mesmo quando o Multibanco nos diz que os sapatos que amo não podem ser meus.

Porque tudo o resto me diz o contrário, que o e-mail estará lá de manhã, que há sempre quem me faça sorrir, que podemos procurar o chamado “amor” em sexo e abraços que adormecem e acordam connosco no dia seguinte. Sem fugidas nocturnas, com a certeza de um pequeno- almoço a dois.

Dia da Felicidade é sempre que me sento na areia e percebo como o mar é gigante. Faz-me sentir pequena, formiga. Minúscula mas poderosa, e sempre, sempre, sempre, a trabalhar num propósito de caminho traçado. Nunca em vão, nunca sem “amor”.