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X Factor UK: 4th power

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Se o CM é espectacular e tudo o que escrevem é absolutamente verdade e fundado em fontes fidedignas, os tablóides britânicos são melhores ainda. Obviamente estou ser irónico.

O episódio 1 do novo X Factor britânico começou ontem (com Rita Ora Nick Grimshaw a substituírem no painel de jurados Mel B e Louis Walsh, respectivamente) e os tablóides já estão a tentar arranjar “mexericos”. 4 raparigas, irmãs, das Filipinas, concorreram e puseram Wimbledon de pé. As raparigas disseram no video de introdução à audição (abaixo) que já cantavam como grupo desde 2001 e que já participaram noutros concursos (segundo a comunicação social, com outros nomes), mas que queriam mesmo era concorrer na versão britânica do franchise X Factor, para conhecer o Simon Cowell (dá sempre jeito conhecer um dos mais mediáticos empresários da industria para onde se quer entrar, não?). Para os tablóides, elas são profissionais porque já participaram noutros concursos e gravaram música, sendo que não deviam concorrer (dizem essas publicações).

Em 2012, Samantha Jade concorreu ao X Factor australiano e ganhou. Samantha já era conhecida dos australianos porque ela, depois de mandar uma “demo” para uma produtora discográfica em 2002, conseguiu contrato com a mesma enquanto cantora e compositora. Mas essa produtora deixou cair o contrato em 2009, pelo que o X Factor foi uma segunda oportunidade para ela.

Em 2006, Reigan Derry participou no Australian Idol (versão australiana do Ídolos) e isso abriu portas para um contrato com a Def Jam Recordings (de Jay-Z) que vigorou entre 2007 e 2011 para a banda Scarlett Belle, uma girl band formada por Reigan e Tamara Jaber (inicialmente era um trio, mas durante quase todo o tempo que existiu foi um duo). Em 2014, depois de 3 anos a tocar em bares, hoteis e similares, Reigan decidiu tentar uma segunda oportunidade no X Factor Australiano. Não ganhou, ficou em 4º lugar, mas foi o suficiente para assinar contrato com a Sony Music, agora a solo e carimbar assim o regresso à industria discográfica.

Até mesmo na 1ª temporada da versão portuguesa deste franchise (a anos luz do original), Berg, muito conhecido por fazer vozes para muitos artistas de renome, tentou a sua sorte para se lançar a solo e conseguiu, ganhando essa edição e, consequentemente, gravando um álbum com a Sony Music.

Portanto, só mesmo os media britânicos conseguem ver problemas em um grupo de miúdas conhecidas nas Filipinas concorrerem à versão com mais sucesso do programa para serem conhecidas no mundo inteiro. Portanto já sabem, se forem uma banda ou artista conhecido no Burkina Faso ou no Botswana e quiserem concorrer ao X Factor no Reino Unido, preparem-se para “levar com os tablóides”.

Crónica de João Cerveira

Este autor escreve em português, logo não adoptou o novo (des)acordo ortográfico de 1990

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