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A estupidez da mente humana: frases que não se dizem num funeral!

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É certo e sabido que a mente humana não tem limites para a inteligência. Mas também é de conhecimento público que a mente humana não possui igualmente limites para a burrice aguda. Quando menos se espera, eis que surge alguém a comprovar esta teoria de forma bastante veemente e estupidamente gratuita. E assim se pode chegar rapidamente à básica conclusão que, de facto, a mente humana não tem controlo sobre si mesma. E um exemplo desse facto é o que algumas pessoas conseguem fazer num funeral.

Um funeral é, por tradição, uma cerimónia de pesar e de imensa tristeza. Perder um ente querido, mesmo que esse ente querido fosse, efectivamente, a maior besta-quadrada à face da terra, é sempre motivo para a infelicidade apoderar-se do espírito de cada um. O ambiente que se gera à volta do desaparecimento de alguém é sempre muito pesado e carregado de muita angústia. Posto isto, devemos tentar respeitar a dor que paira nos corações daqueles que perderam alguém, certo? Pois que deveria ser assim, mas para algumas bestas que pairam neste mundo a coisa não é vista dessa forma.

Por exemplo, há coisas que não se podem dizer num funeral, incorrendo no risco de piorar ainda mais a dor que sente uma pessoa que acabou de perder alguém. Mas, mesmo compreendendo essa dor, existem pessoas que não sabem o que dizer ou que atitude tomar numa cerimónia tão pesada e de profundo desgosto, como é o caso de um funeral.

Deliberemos, de forma profunda (ou, muito provavelmente, de uma forma bastante absurda…), sobre algumas das coisas que não é suposto dizer-se num funeral, mas que mesmo assim são proferidas com uma total ausência de tacto humano.

«Olá, tudo bem?» é a pior coisa que se pode dizer a alguém que acabou de perder um ente querido. Como é que é possível que essa pessoa esteja bem? Como é que é possível que se tenha uma ausência de consciência tão grande para dizer isto num funeral? Mas, de facto, isto acontece. E se o mundo fosse um sítio justo de se viver, assim que alguém proferisse tais palavras, devia imediatamente receber uma visita do gajo de capuz e capa preta e foice na mão.

«Oh, coitadinho. Era tão boa pessoa, não merecia isto…» é absurdo de se dizer num funeral. Normalmente, isto tem uma consequência agressiva em alguém que acabou de perder uma pessoa. Isto carrega ainda mais o sentimento de perda que essa pessoa sente. O mais engraçado nesta frase, é que só se diz isto da pessoa que faleceu quando ela está, efectivamente, falecida (perdoem-me a redundância). Quando a pessoa estava viva, não era um “coitadinho”, “boa pessoa” e, provavelmente, até merecia falecer. Isto é uma tremenda demonstração de falsidade em quem profere tais palavras num funeral. Era pegar nessas pessoas e deitá-las ao lado do falecido.

«Então como é que estás?» é uma frase capaz de provocar um ataque enorme de sarcasmo à pessoa a quem se diz tais palavras. A vontade que dá é responder: “Meu amigo, estou super bem! Este é o dia mais feliz da minha vida! Nunca imaginei passar por algo tão belo e tão recompensador. Deixa-me cá aproveitar ao máximo este momento porque acho que tão cedo não vou voltar a viver isto! A vida é linda e o amor é lindo!” Devia ser permitido por lei agredir pessoas num funeral com um pé-de-cabra. Era o que estas pessoas mereciam…

«Não te aflijas, ele vai para um sítio melhor…» é das frases mais proferidas num funeral e que leva alguém ­– que perdeu um ente querido – a um ataque de nervos. Como é que alguém que falece, é colocado dentro de um caixão e posteriormente enfiado numa cova para depois ser coberta por terra, pode ser um sortudo porque “vai para um sítio melhor”? Este tipo de frase provoca um reboliço de imagens negativas na mente de alguém que está ali a velar um ente querido. E uma dessas imagens envolve bicheza com fartura a passear-se à grande dentro do caixão. Quem profere este tipo de frase num funeral, deveria ser imediatamente colocado num caixão, e ir fazer uma visitinha aos bichinhos que circulam livremente debaixo da terra. E assim até podiam fazer amigos novos e tudo…

Isto é que é uma Vida de Cão, hein…

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