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Não se brinca com os caracóis!

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Ora viva!
Hoje trago até si um artigo sobre gastronomia! Sim, é verdade. Hoje irei falar sobre paparoca… Mas não é uma paparoca qualquer. É um dos melhores petiscos do mundo! Atrevo-me até a dizer, do Universo… Irei falar-lhe de… Caracóis! – ADOROOOO CARACÓIS! -Gosto tanto de caracóis que comi todos os que tinha na cabeça, quando era mais novo. E é por isso que agora sou careca! AH! AH! AH! (Peço desculpa… Por vezes o Nilton ‘baixa em mim’ e eu transformo-me em Gilton: um tipo com piadas deveras secas e fraco sentido de humor!)

Os caracóis são um petisco amado por centenas e detestado por milhares. E ainda bem. É porque, segundo sei, o raio dos bichos apesar de serem hermafroditas e poderem fazer sexo com quem melhor lhes aprazer, demoram quase 10h a copular. (Cá para mim até foram eles que inventaram o sexo tântrico e não indianos.) Já imaginou o que seria se, de repente, todo o mundo começasse a gostar desta iguaria? O mais provável era os caracóis ficarem mais caros do que lagostas. O que, diga-se de passagem, seria muito estúpido. Até porque é bastante mais fácil apanhar um caracol do que uma lagosta!

«Por esta altura já os meus leitores nortenhos já devem estar todos enojados. «Bahhh… Lesmas, que porcaria! Estes mouros são mesmo estranhos. Comem com cada coisa…» Provavelmente a maioria até nem conseguiu chegar a este parágrafo sem ir ‘bomitar’ à casa de banho. Mas, para os que conseguiram, eu vou deixar algumas dicas sobre o que é um bom caracol cozido…»

Eu admito que não sei confeccionar caracóis. No entanto, sou um expert no que toca a avaliação dos vagarosos. Para mim um bom caracol cozido tem de preencher os seguintes requisitos:

– Ponto 1: estar bem lavado! Os caracóis são como as mulheres. Por muito bom aspecto que tenham ninguém os come se estiverem cheios de “nhenha”.

– Ponto 2: saber a sal, picante, alho e orégãos. É certo e sabido que existem diversas formas de se fazer caracóis. Há quem ponha limão, cebola, caldos knorr, salsa, chouriço, etc…Mas independente do que se ponha no tacho, estes 4 ingredientes têm sempre de estar lá presentes!

– Ponto 3: terem a cabeça para fora. Se houver um ou outro metido para dentro não faz mal, agora todos é que não! Caracol que é caracol foi feito para ser chupado e não puxado para fora com a ajuda de um palito…

Outra coisa que me faz confusão são as pessoas que teimam em inventar maneiras diferentes para confeccionar os caracóis… Amigos, o caracol nasceu para ser cozido. Ponto final. Não é para ser guisado, nem grelhado e muito menos acompanhado de arroz e batata frita. Aquilo são caracóis, não são bifes! Ainda no outro dia vi que no Festival do Caracol, em Castro Marim, tinham inventado o pastel de nata de caracol… O tipo que inventou tal coisa devia ser amarrado a uma árvore todo nu, de pernas para o ar, enquanto 3 centenas de caracóis trepavam por ele acima. (O que seria fantástico para a sua pele mas terrível parar o seu esfíncter, uma vez que o caracol é um bicho que gosta de sítios escuros e tem a capacidade de se enfiar em buracos muito pequeninos…)

Para mim há três coisas na vida que são sagradas: os caracóis, os pasteis de nata e a família (não obrigatoriamente por esta ordem). E estas três coisas não se podem, nunca, misturar entre elas. Todos nós sabemos que a mistura entre dois irmãos, ou dois primos direitos, tem um resultado desastroso. Então porque é que acharam que a mistura entre caracóis e pastéis de nata seria uma boa ideia?! Bastava pensarem um bocadinho, não é?! Estava-se mesmo a ver que tal junção iria resultar num bolo mongolóide, não é?!

Pessoal! Disse e repito: os caracóis são como as mulheres! Comem-se como são. Não se tenta mudar a ver se ficam melhores… É porque isso, regra geral, acaba sempre por dar merda! Que mais não seja no dia seguinte…

Adeus e até para semana!

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