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O DIA D!

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Ora viva!
No preciso instante em que estou a escrever esta crónica a minha mulher está a dar à luz…
… NAAHHH! Se fosse esse o caso certamente já teria levado com o portátil nas ventas ou, no mínimo, teria de a aturar até a miúda ir para a faculdade, por não ter estado lá presente. Como tal optei por não arriscar e escrever a minha crónica com alguma antecedência, não vá a bebé tecê-las…
O Pai Sofre desta semana (e último antes das minhas férias forçadas) será sobre o dia D! Aquele dia que deixa os pais tão nervosos. (E as mamãs também, mas elas têm direito epidural e nós não!)

«Mas afinal qual é o motivo de tanto nervosismo?»

Primeiro, porque o dia D pode ser um dia qualquer. Uma pessoa pode perfeitamente estar entretida a trabalhar, descansada no jardim, ou na praia a nadar quando, de repente, os gaiatos decidem saltar cá para fora…

Não se admite! Como é que querem que os moços aprendam a respeitar os pais se, logo no dia do nascimento, é esta rebaldaria toda?! E mais… Sabem qual é a altura do dia que eles preferem para nascer? Não?! Então eu digo-vos: de madrugada! Ora, se no dia do parto os miúdos já acham que porreiro, porreiro é acordar o mundo inteiro, como é que podemos esperar que nos deixem dormir depois?! Era o deixavas…

Digam-me lá como é que um gajo não há-de andar nervoso se nem pode afastar-se mais de 2 km de casa, sem ter de levar a 30 malas atrás?! (É a mala do bebé, a mala da mãe, a mala do pai, o ovo, o carrinho, e mais uma outra coisa que agora não me recordo.) Ainda ontem fui até a praia, com a minha esposa, e mais parecia que estávamos a arrumar a tralha para passar uma semana de férias ao Algarve. Isto enerva, pá! Então não enerva?! Enerva pois!

E mais… Já não bastava a incerteza sobre a altura do dia em que a miúda vai querer vir ao mundo, ainda tenho de andar constantemente a descortinar se é desta ou não…

Antigamente eu achava que isto funcionava da seguinte forma: a bolsa rompia-se, o pai agarrava na mãe e iam os dois (mais o sogro, a sogra, o pai, a mãe, o irmão, a prima, a cunhada, a tia, etc…) para o hospital. Era simples, rápido e eficiente. Hoje em dia percebo que é beeeemmm mais complicado. Primeiro surgem as contracções, ou podem não surgir, depois rompe a bolsa de água, ou pode não romper, depois tem de sair uma “gosma” chamada rolhão mocoso, ou pode não sair, depois tem de haver uns 9 ou 10 dedos de dilatação, ou pode não haver… Bolas! Que complicação, pá! Um tipo tem de estar constantemente em sobressalto. “Estás bem?” ; “Estás com dores?” ; “Isso foi uma contracção ou foi o bebé a mexer?” ; “E tens tido muitas contracções?” ; “Quantas tiveste nestes 5 minutos”? ; “É para ir para o hospital?”… Irra!! Que desassossego.

«Volto a frisar que tenho a perfeita noção que este processo é capaz de não ser lá muito agradável, para a mãe também. Até porque o seu corpo está a alargar por todos os lados e a certeza de que aquela criança, de 3 ou 4 kg, vai ter de sair (normalmente por onde entrou) é coisa para assustar. Mas caramba, vocês ao menos percebem quando é que a coisa está mesmo acontecer, nós não! Tenham lá paciência que isto é complicado para nós.»

Agora falando um pouco mais a sério (como se isso fosse possível): pré-papás e pré-mamãs, as coisas não são assim tão más quanto isso. Hoje em dia a maioria dos médicos já tenta marcar uma data para o parto. Até porque ao fim ao cabo aquilo é o emprego deles e ninguém gosta de fazer horas extra… (muito menos quando as horas extra são às 3 ou 4h da manhã e têm de vir de escantilhão para o hospital). Por isso, se não quiserem ter este stress todo pelo qual eu estou a passar, optem por marcar com o médico um dia e uma hora para o parto. Vão ver que poupam imensas preocupações, “stresses” e discussões. Isto claro, partindo do principio que o bebé não seja um patife e decida rebentar a bolsa de águas antes do dia e hora marcada, mas isso é outra história…

Para terminar quero apenas “dizer” que vou ausentar-me por uns tempinhos, visto que a minha filha não tarda está aí, e diz que um bebé ocupa muito do nosso tempo. Agora façam o favor de desejar à minha ex.ma Sra. D. Esposa, uns 5 minutos pequeninos e que corra tudo bem.

Até breve pessoal! (Prometo que depois venho cá contar-vos como foi.) “Eh! Eh! Pai Sofre!”

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