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O Porto e o Benfica empataram? Temos pena!

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Eu não gosto de futebol…lamento leitores, não se pode ser perfeita, não é? Eu sei que me imaginavam de cachecol do Porto ao pescoço, t-shirt com a impressão do Quaresma ( desculpem, estou desactualizada, tenho de pedir um upgrade de futebol a um adepto fanático ), no Estádio do Futebol Clube do Porto, no meio da claque, a gritar filhos da puta, anda lá ó morcom, não jogas um caralho azeiteiro, bai-te foder, bai bergar a mola para o relvado, nervosa, ansiosa, a roer as unhas, a beber um fininho…mas não leitores, podem esquecer tal fantasia, até o meu querido queria que eu fosse assistir a um jogo de futebol, mas eu sussurrei ao ouvido: naaaaaa…esquece o futebol, leva-me antes para um motel, que eu faço melhor uso do dinheiro…

A única vez que falei a serio sobre futebol aos meus filhos foi quando o mais velho me disse que, quando fosse grande queria ser futebolista, e eu exclamei: Muito bem filho! Então eu serei a próxima Dona Dolores! Entretanto ele já se decidiu por outra carreira profissional: quer ser stripper. Ok filho, entre um e outro, bem vistas as coisas, da forma como o futebol português se encontra, a segunda opção não me parece má escolha…pois dei por mim, um dia destes, a ver um jogo de futebol, verdade verdadinha leitores ( não vou dizer qual porque corro o risco da claque vir cantar para a porta de minha casa ), o jogo foi uma palhaçada, o arbitro a fechar os olhos a faltas que estavam a olhos vistos, a dar cartões amarelos a pensar que era a abelha maia, metade dos jogadores a fazerem rasteiras e a outra metade a atirar-se para o chão, jogo, fairplay, vontade e positivismo, não vi, o que vi foi um jogo de matrecos cheios de raiva. O único motivo pelo qual vale a pena revirar o pescoço chama-se André Silva, mas eu já sou cota, e as cotas estão proibidas de suspirar por causa das tensões altas.

Ultimamente, tem sido uma constante: violência no futebol, violência no relvado entre as equipas, violência com os árbitros, violência nas claques, violência verbal entre os dirigentes das equipas. Eu questiono: qual é o principal objectivo do futebol? Quando é que a violência passou a ser banal? Quando é que todas as pessoas envolvidas em tais actos deixaram de ser penalizadas? Desde quando é que um jogo de futebol passou a ser local proibido para as crianças? Relembro o caso de Sá Pinto, que remonta a 26 de Março de 1997, que se dirigiu ao Estádio Nacional e agrediu o então Seleccionador Nacional, Artur Jorge, por este não o ter convocado para a Selecção Nacional, foi punido com um ano de suspensão. Vinte anos depois, o estado caótico que o futebol se encontra, regredimos, os dirigentes dão um péssimo exemplo, os jogadores idem aspas, ninguém é penalizado severamente, a tendência é para piorar. Eu tenho algumas soluções para este estapafúrdio de hormonas masculinas a mais nos estádios. Adeptos fanáticos, fiquem em casa, arrumem a casa, façam as camas, lavem a loiça e aspirem o chão, vão passear com os vossos filhos, façam o jantar, em vez de terminarem a noite na esquadra, porque foram presos por desacatos, acabam a noite na cama a fazer uma massagem às vossas mulheres. Se mesmo assim não for suficientemente atractivo para vocês, lembrem-se desta noticia: “Oito mulheres foram detidas no Irão por se terem disfarçado de homens para poderem assistir a um jogo de futebol. Na lei islâmica, é proibido as mulheres assistirem a um jogo de futebol no estádio, devem assistir em casa como forma de preservar a sua honra. Vão ser julgadas. Espero que esta noticia seja o suficiente.

 

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