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Autárquicas 2013: “Day-after” – Nuno Araújo

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Um grande derrotado da noite eleitoral.

Menezes: um grande derrotado da noite eleitoral.

O PSD foi o grande derrotado destas eleições autárquicas. O partido liderado pelo primeiro-ministro Passos Coelho foi o partido que mais câmaras viu perder para a oposição. O PS acaba por ser o partido vencedor destas eleições, em que vence em mais redutos do que o PSD, para além do facto que conquista mais capitais de distrito do que os sociais-democratas. Nota também para a CDU que sobe, e de que maneira, nestas eleições, sendo algo natural porque a CDU é muito forte em eleições autárquicas. O CDS perde, mas pouco, porque se “escondeu” atrás das derrotas do PSD; e o BE perde a única autarquia que liderava, em Salvaterra de Magos, mas consegue participar na emblemática derrota do PSD na Madeira.

Em Lisboa, sem surpresas, venceu António Costa, do PS, com maioria absoluta, conquistando mais de 50 % dos votos.

Em Loures, venceu Bernardino Soares, pela CDU, numa dispita renhida com o PS, mesmo até ao “lavar dos cestos”. Em Setúbal, a CDU também conseguiu recuperar a autarquia.

No Porto, venceu um candidato “da casa”. Rui Moreira, candidato independente, é o novo presidente da Câmara do Porto. Surpreendente também acabou por ser dimensão da derrota de Menezes, do PSD, que se quedou apenas pelo terceiro lugar. Estrondosa derrota do ex-edil de Gaia.

O PSD perdeu em Gaia e Matosinhos, entre muitas outras autarquias. Digno de nota é também o fim do domínio socialista em Braga, perdendo a autarquia para o PSD-CDS; mas, sem dúvida, há que referir a ampla coligação, na cidade madeirense do Funchal, que engloba PS, BE, Nova Democracia e BE, em nome da derrota do PSD “jardinista”. É o fim de um ciclo, o da hegemonia madeirense.

Em Oeiras, venceu Paulo Vistas, vice de Isaltino Morais, ex-presidente da Câmara oeirense, obtendo maioria relativa, e deixando os seus adversários a grande “distância” de votos.

De resto, o PSD perdeu as maiores e mais importantes autarquias do país, em virtude, sem dúvida, das políticas destruidoras que tem vindo a implementar em Portugal. Estes resultados são um “cartão vermelho”, e anunciam que o país deseja o fim do ciclo de direita, que tem imposto austeridade e criado miséria e pobreza no seio dos portugueses.

Mas o segundo resgate deve estar quase “a chegar”, até porque Portugal não terá como pagar 15 mil milhões de euros a credores já no decorrer do próximo ano. Deveriam haver eleições legislativas antecipadas, por forma a que se fizesse uma clarificação das intenções de voto dos portugueses. Os pressupostos de Junho de 2011, altura da vitória do PSD-CDS nas eleições legislativas, alteraram-se, e o país precisa de novas políticas de crescimento e que sejam contrárias a mais austeridade.

Crónica de Nuno Araújo
Da Ocidental Praia Lusitana 

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