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Balanço de 2015 – O Ano de Paris e dos Leitores Compulsivos

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E de repente, sem sabermos bem como, terminou mais um ano. Quer dizer, na prática, quando esta crónica está a ser publicada, 2015 ainda não terminou (contudo falta muito pouco para que tal aconteça). E com a chegada de 2016 proliferam na internet os mais variados balanços de 2015. Do desporto á política, da saúde á justiça ou do humor à música há balanços para todos os gostos. O meu balanço é, ligeiramente, diferente dos restantes. É um resumo do ano que agora termina, obviamente, mas de um ano muito especial: o do Mais Opinião e do “Desnecessariamente Complicado”. Juntem-se a mim nesta viagem alucinante pelas cinquenta crónicas que marcaram o meu terceiro ano de colaboração com o Mais Opinião!

Antes de irmos às crónicas propriamente ditas é necessário falar do enorme projecto que é o Mais Opinião. E este foi mais um grande ano para todos nós! Por um lado mantivemos os excelentes, e super talentosos, escritores que compõem esta equipa. Por outro conseguimos reforçar-nos com jovens valores que certamente muito darão ao Mais Opinião! E, só por isto, 2015 já teria valido a pena. Mas num ano em que a liberdade de expressão esteve mais em discussão do que nunca este cantinho da internet continuou a provar a necessidade da sua existência. Sim, existem muitas crónicas de opinião nos jornais, televisões e pela internet fora, mas poucas têm qualidade (se excluirmos meia dúzia de profissionais experientes e inteligentes o resto não passa de barulho).

E é aí que o Mais Opinião está na vanguarda: aqui quem tem a palavra não se acha “especialista” nem se faz passar por aquilo que não é. Aqui valorizamos a opinião sincera e verdadeira. Aqui somos realmente independentes (não tentamos agradar a nada nem a ninguém, o que só nos fornece ainda mais liberdade), o que cria uma ligação ainda maior com quem nos lê. Aqui trabalhamos por paixão à escrita, a quem nos segue semanalmente mas acima de tudo ao Mais Opinião e a tudo o que ele representa nas nossas vidas. Acreditem no que vos digo: não existe, em todo o país, um projecto sequer semelhante a este. Esta magia que o Mais Opinião tem deve-se, em parte, à equipa que o compõe, mas também ao nosso mentor. O mestre das lides opiniónicas, Filipe Vilarinho, merece todos os elogios possíveis e imaginários. Sem ele este site não existia e muitos de nós (começando logo por mim) não escreveríamos crónicas actualmente. Acreditem: este homem ainda vai ter uma estátua (nem que seja na sua própria casa, claro)!

Passemos agora em revista algumas das cinquenta crónicas publicadas este ano. A ordem será cronológica e aposto que já não se recorda de alguns destes meus artigos! Em Janeiro publiquei cinco crónicas, das quais destaco três. A primeira de todas incidiu sobre um filme que conquistou o meu coração e que mereceu rasgados elogios (“A Culpa é das Estrelas” para os mais curiosos). Fazendo um balanço de todos os filmes que vi em 2015 este estaria, sem dúvida alguma, no top 3! Para terminarmos a nossa, breve, estadia em Janeiro falta referir a uma das mais dolorosas crónicas do ano. “Seremos mesmo todos Charlie Hedo?” visou os atentados ao jornal satírico da capital francesa e está, sem dúvida, entre as mais especiais deste ano.

Quis o calendário que eu publicasse quatro vezes em Fevereiro (o que é imenso tendo em conta a reduzida dimensão do mês). Dessas destaco especialmente duas. A primeira foi dedicada ao Dia dos Namorados e tinha dicas de presentes originais para oferecer ao/à seu/sua mais-que-tudo. A segunda foi em defesa da barba. Sim, a barba está na moda. Contudo ainda há muito boa gente que a critica e ataca, deixando na dúvida quem não sabe por que visual deve optar. Esse artigo apresenta cinco motivos defensores da utilização constante de barba (ou não fosse eu próprio um acérrimo defensor da barba, claro!).

Com toda esta conversa já estamos em Março, e aqui irei destacar dois artigos. “O Flagelo da Violência Doméstica” foi uma crónica pungente sobre algo que é demasiado banal e passa demasiadas vezes impune em Portugal. É triste que em pleno Século XXI ainda tenhamos tantas mulheres (e homens, porque também os há, evidentemente) feridas(os) ou mortas(os) ás mãos dos/das seus/suas companheiros(as). O meu segundo destaque foi uma das crónicas que mais gozo me deu escrever! É dedicada a um programa televisivo norte-americano que conquistou, firmemente, o topo dos meus vícios televisivos deste ano: “Quem Dá Mais” (ou “Storage Wars” na versão original), transmitido em Portugal pelo Canal A&E. Se nunca viram este programa acreditem no que vos digo: vão ficar, rapidamente, viciados nele!

Abril é o mês do Dia das Mentiras, mas em 2015 foi também um mês de grandes crónicas no Mais Opinião. Entre as minhas, modestas, contribuições destaco duas. De um lado um tema bastante polémico, do outro um curto regresso à infância. Na actualidade de então o tema mais quente envolvia pedofilia. As listas de pedófilos tomou a actualidade de assalto e encontrou defensores e opositores em igual número. Sem dúvida uma crónica para reler e analisar cuidadosamente! Mas permitam-me que alivie a tensão que se gerou agora fazendo uma referência a uma lenda da infância dos “filhos” dos anos 80 e 90: Os Teletubbies! Os bizarros, e incomparáveis, desenhos animados voltaram em 2015 e, como me parece óbvio, tornou-se obrigatório a sua passagem pelo “Desnecessariamente Complicado”! Para rir, gargalhar e regressar à infância, aqui: https://www.maisopiniao.com/os-teletubbies-estao-volta/

Maio, esse mês de lendas onde o sol regressa, gradualmente, às nossas vidas, trazendo novamente os dias solarengos e quentes. E, também, mês de grandes obras-primas no Mais Opinião, claro! Aqui sou “obrigado” a destacar todas as crónicas publicadas! E se em Abril falei do regresso dos Teletubbies em Maio era impossível não falar do regresso de Dragonball! Sim, a mítica série dos anos 90 regressou mesmo em 2015! Aquilo que todos julgavam ser impossível concretizou-se (ainda que um pouco abaixo do nível desejado, mas isso é tema para uma crónica futura). Passada uma semana o “Desnecessariamente Complicado” continuou a falar de lendas. Desta vez o destaque foi para Mr. Bean e Charlie Chaplin, numa comparação que tem tanto de arriscada quanto de visionária. O Bullying foi “O” tema da terceira semana de Maio, e uma nova moda fechou o mês. Nesse caso a moda era a dos livros de colorir para adultos (moda essa que continua a existir, e em força, como de resto podemos constatar se formos a uma livraria, por exemplo).

Junho ficou marcado não só por assinalar o meio de 2015 como por terem sido publicadas cinco crónicas deste vosso amigo. Dessas destacarei duas. A primeira deixou, aposto, muito boa gente em completo choque. Afinal de contas não é todos os dias que constatamos que três filmes icónicos não são completamente originais. Não perdem qualidade por isso, evidentemente, mas não deixa de ser uma pequena desilusão. A segunda trouxe para a ribalta uma nova modalidade que está a conquistar adeptos em todo o mundo. O Futegolf é, como o próprio nome indica, uma mistura de futebol e golfe. Alguns acharão parvo, outros serão conquistados ao primeiro toque. Para ler, aqui.

Em Julho chegou o calor a rodos, o meu aniversário (agora em 2016 esqueçam-se novamente e vão ver o que vos faço!) e três crónicas da minha autoria. Aqui é impossível não dar o devido destaque à crónica “O que é, afinal, a Dark Web?” na qual abordo esse tema tão misterioso quanto cativante. Tem dúvidas, atrás de dúvidas, atrás de dúvidas? Não acredita em algumas das fontes que encontra pela internet fora? Então tem aqui uma leitura obrigatória para ajudar a desfazer muitos dos mitos da Dark Web!

Em Agosto meio mundo tira férias e eu, admito, não sou excepção, como tal apenas publiquei duas crónicas. A primeira centrou-se na genialidade dos Minions. No passado recente nenhuma personagem conseguiu sequer metade do sucesso e protagonismo que os Minions (algo que culminou no seu próprio filme, que estreou precisamente no decorrer de 2015). A segunda escolha foi a minha crónica mais lida do ano e, por consequência, das mais lidas de 2015 em todo o Mais Opinião. “Os 10 Mandamentos do Leitor Compulsivo” tornou-se viral e foi partilhado incessantemente, tornando-se numa crónica muito especial para mim próprio (ou não fosse eu um leitor compulsivo!).

Setembro foi mês de regresso às aulas (ou ao trabalho, se gozou as férias no pico do verão), e também de regresso em força às crónicas. Das quatro publicadas dou algum destaque a duas. Uma delas foi sobre um dos maiores vícios dos homens de todo o mundo! Não, não falava da internet. Também não abordava o futebol. E, como me parece óbvio, era impossível que fosse sobre religião. O tema era….seios (e, só para que não restem dúvidas, não me referia aos seios nasais). Por outro lado Setembro foi também o mês de falar de…amigos imaginários. O que para alguns é uma prova de loucura para outros é uma prova de inteligência e um acto bastante saudável.

O décimo mês do ano trouxe consigo mais quatro crónicas da minha autoria. Dessas quatro destaco duas. A primeira analisou, até ao mais ínfimo detalhe, as eleições legislativas do dia quatro de Outubro de 2015, enquanto a segunda falou da nossa saudade. Sim, nossa…portuguesa. Porque se não sabiam ficam a saber agora que o conceito de saudade apenas em Portugal!

Novembro marca o regresso do frio, dos dias cinzentos, da chuva, do vento e da loucura do Natal (que, embora ainda esteja distante, está suficientemente perto para que se comece a pensar, e falar, nele). “O Significado dos Sonhos” e “A Dimensão Cultural dos Ataques de Paris” marcaram este mês. E se a primeira pode até ser risível (dependendo se acredita naquilo que sonha ou se escolhe simplesmente ignorar e nem pensar nisso), a segunda não podia estar mais distante das gargalhadas. Quis o destino, e o ISIS, que um segundo ataque terrorista atingisse Paris e que, uma vez mais, centenas de vidas se perdessem na capital francesa. Uma crónica emocionante mas também muito objectiva que, para mim, figura entre as melhores do ano.

E assim chegamos, finalmente, a Dezembro. O mês do Natal, da passagem de ano e do balanço anual do “Desnecessariamente Complicado” como é óbvio! Este foi um mês onde muitas letras foram escritas, sem dúvida: cinco crónicas (já contando com esta) e uma especial de Natal (publicada no dia 25 de Dezembro, cumprindo assim novamente a tradição natalícia do Mais Opinião!). “O Embuste da Black Friday em Portugal” e “Este Cronista não é Fã de Star Wars” são os artigos que destaco neste mês. O primeiro abordou um tema recorrente (mas que este ganho mais impacto pela investigação da DECO), enquanto que o segundo abordou “A” estreia cinematográfica de 2015: “Star Wars: O Despertar da Força” do ponto de vista de alguém que…não é fã da saga de Han Solo e companhia!

Por entre tantos destaques muitas outras crónicas ficaram de fora, como é natural. Da noite lisboeta ao Carnaval, do direito dos homens a serem lamechas aos seis mapas e gráficos que ilustram as línguas no mundo, da moda para totós à história de Lucia Cole (a cantora que, afinal, não existia), isto sem esquecer o 5 Para a Meia Noite ou a sempre controversa praxe!

Sempre que inicia um novo ano penso que é impossível ter temas suficientes para tantas semanas. É que escrever uma crónica semanal implica uma atenção constante à actualidade e ao que se fala, e pesquisa, na internet. Implica muitas pesquisas e leituras. Implica não só ter ideias como que as mesmas tenham qualidade. Implica conseguir passar para o “papel” essas mesmas ideias. Implica ter inspiração (algo que, infelizmente, nem sempre acontece). Felizmente em 2015 houve tudo isto. E, se tudo correr bem, estou certo que 2016 também haverá. Porque por muito pouco que seja o tempo, e inspiração, o amor à escrita e ao Mais Opinião supera tudo.

Terminem bem 2015 e iniciem 2016 melhor ainda. Festejem com conta, peso e medida e não se esqueçam de entrar no novo ano com o pé direito. Pode nem fazer nada, mas mal seguramente que não faz.

Boa semana.
Boas leituras.
E….BOM ANO!

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