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Diz que …

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… vamos à falência. Eu digo que, de uma forma ou de outra, já íamos lá parar.

E – sem querer ferir susceptibilidades,  mas ferindo-as – não há bons políticos. Há uns melhores que os outros. E como seria um bom político? – perguntam vocês com toda a legitimidade. Seria alguém que se preocupasse realmente com quem o elegeu. Mas aí deixaria de ser um político, pois parece que faz parte do código de conduta interno e secreto da “classe” deixar os interesses próprios e egoísticos vir ao de cima, em detrimento dos interesses nacionais.


E sem querer fazer de advogado do diabo, quero partilhar convosco um aspecto interessante do Estatuto Remuneratório dos Titulares de Cargos Politicos (que depois poderão conferir aqui): Artigo 24.º – Subvenção mensal vitalícia, Revogado  pelo n.º 1 do artigo 6.º da Lei n.º 52‐A/2005, de 10 de Outubro.
Em Outubro de 2005 era primeiro ministro José Sócrates (tinha sido eleito com maioria absoluta em Março do mesmo ano). E se o Presidente Cavaco hoje não pode acumular ordenado e pensões, foi legislação feita também neste mesmo mandato. Portanto, também houve marcos importantes no governo PS. Não foi só a arrogância e mau perder do ex- Primeiro Ministro e ex- Secretário Geral do PS. São dois exemplos de que, é muito fácil por-se as culpas em quem esteve antes, mas nem tudo foi mal. Não é da altura do PS a criação do BPN por ex-governantes, colegas do Prof Cavaco. Por falar em Cavaco, aquele Sr da Madeira que o trata (às vezes, consoante lhe é conveniente) por Sr Silva, o Alberto João, não abriu um buraco “colossal” (esteve muito na moda esta palavra) nas contas da Madeira por conta do PS. Mas também não pediu o PSD para que andassem a oferecer classificações e certificados nas Novas Oportunidades sem validação ou verificação. Nem pediu o PSD para que qualquer criança pudesse comprar um pc por 150€, para poder jogar melhor e, nalguns casos mais, como dizer, (talvez a melhor palavra seja) afoitos, para “aprenderem anatomia” na internet, já que os país não deixam ver os filmes “com bolinha” na TV.

Pegando nestes pequenos exemplos, se vê que santos não há na politica e que todos eles têm telhados de vidro. Mas, como não aprenderam nada com a saberia popular, continuam a “atirar pedras” uns aos outros.

Não fosse a primeira frase, terminaria já por aqui. Mas há que concretizar. Independentemente de quem está ou esteve nos últimos anos no Governo, está enraizado nos portugueses a cultura do “pague depois”. Durante muitos anos os portugueses gastaram apenas o que tinham. Mas com a proliferação de anúncios “compre agora, comece só a pagar em Dezembro” ou “pague em 20x” e outras do género, os portugueses – que há algumas décadas só se endividavam à séria quando compravam casa, e era preciso o banco aceder ao pedido -, agora compram tudo a prestações e/ou a crédito. E é incrível ao ponto a que isto chega. Conheço alguém que pediu um crédito pessoal a uma financeira para comprar uma bicicleta de ginástica. Assim como alguém que pediu um crédito para ter dinheiro para as férias e, antes de pagar esse crédito, já estava a pedir outro pois precisava de um pc novo e umas colunas novas lá para casa. E as coisas vão se acumulando.
E se o ministro Gaspar e o “primeiro” Coelho tivessem o dom da palavra (que não têm e confundem mais do que explicam), explicariam aos portugueses: esta carga fiscal tem mesmo de ser assim porque precisamos de dinheiro rapidamente e porque andámos todos a gastar o que não tínhamos e, porque muita gente ainda não se apercebeu, continuamos a gastar o que não temos!

Sobre as escolhas, falaremos daqui a uns tempos.


No meu primeiro “Diz que…” gostaria de agradecer o convite para partilhar o que penso convosco. É uma mais valia da democracia que, embora “abalada”, continua a permitir que, livremente, partilhemos a nossa opinião.


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