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Luís Pedro Nunes: Praxe, Verborreia e Piadas Baratas.

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Antes de qualquer analise às declarações de Luís Pedro Nunes quero deixar uma coisa clara, não apoio nem acho bem qualquer tipo de praxe associada ao desastre do Meco nem às vitimas. Isto será óbvio a qualquer pessoa com o mínimo bom senso. Até aqui todos nós concordamos portanto.

Posto isto. Se todos concordamos que isto é estúpido, englobar toda a praxe nesta controvérsia de dois incidentes, praxe a gozar com o Meco, é também igualmente estúpido. Luís Nunes teve autenticamente um ataque de raiva e conseguiu apenas ser ignorante e mostrar que os seus argumentos são inválidos e fruto de pura verborreia.

Para além de ter sido rude da forma como falou em televisão, atacou muitas das pessoas que provavelmente o seguem, porque um “praxante” ou caloiro também vê televisão não passa o dia todo na faculdade a transformar se num adulto ignóbil e ignorante. O que por si só já mostra uma falta de noção da forma como direcionou a sua opinião.

Expressou ainda o desejo de que os “praxantes” e quem “nas praxes” está envolvido fosse expulso da faculdade. Mais estranho e desproporcionado foi a afirmação de que estava impressionado com a capacidade das faculdades de produzir idiotas e aí, olhando para um painel de comentadores a compactuar com esta retórica barata, tenho de concordar são um ótimo exemplo que a faculdade consegue criar idiotas.

O meu objetivo era convidar o senhor Luís Pedro Nunes a vir observar a praxe no ISCTE-IUL durante a primeira semana de aulas, e depois a repetir as afirmações ridículas que tomou, não me parece que tivesse a capacidade de se ridicularizar perante o que tinha observado e repetir tamanhos disparates. Não me parece, já nada me surpreende.

Retomando o que me parece mais importante no meio de tudo isto, obviamente que existem e vão continuar infelizmente a existir péssimos exemplos de praxe por este país fora, e se em Coimbra, acreditando no que Luís Pedro Nunes afirmou, também se gozou com este incidente só fica provado que os valores de uma tradição não se pode medir com os anos de prática das mesmas.

Isto para contrariar também uma falácia argumentativa que tenho ouvido bastante, relativa ao facto de algumas pessoas acharem que em Lisboa não há tradição nenhuma e que em Coimbra concordam e é ‘bonito’ mas em Lisboa é estúpido.

Não sou contra a opinião de quem quer que seja que critique a praxe se a experienciou e não gostou ou ficou com recordações agradáveis, essas pessoas tem todo o direito e até mesmo o dever de o expor. Para que esse tipo de praxe acabe e seja exposta. Agora arrogância é fazer ataques graves como o que o luis Nunes fez sem experienciar. Mostra falta de inteligência e torna todos os seus argumentos vazios e populares.

Para mim a credibilidade deste senhor é um pouco com base neste tipo de vídeos, porque quem faz este tipo de ‘comédia’ para mim torna-se nisso mesmo, uma piada barata.

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