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Owl City e os Dançarinos – Carla Vieira

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Eu não consigo conceber como é que existem neste mundo pessoas que vivem sem música. Simplesmente acho estranho embora elas existam e andem por aí. Não consigo perceber a razão, qualquer que ela seja, até porque só me sabem dizer “não sei” ou “porque não gosto” e para mim isso não é válido.

Eu ouço música talvez como um “medidor de emoções”. Porque escolho as canções que quero ouvir, às vezes consigo discernir o que estou a sentir. Outras vezes ouço músicas de acordo com as minhas emoções para as deixar de sentir, como raiva ou tristeza. É nessas alturas que pego na minha playlist e ouço tudo o que tiver de ouvir até me sentir melhor. Nada mais nada menos do que terapia musical, o que é uma maravilha porque posso ouvir dentro e fora de casa, seja lá o que estiver a fazer (e recomendo).

No entanto, o foco desta crónica vai ser o Adam Young, mais conhecido pelo seu trabalho como “Owl City”.

Primeiro, os mitos: Adam Young não é nenhum membro da banda “Owl City” porque “Owl City” não é nenhuma banda. Chamar-lhe-emos um “one-man project”, um projecto criado pelo músico-barra-compositor enquanto não atingia o sucesso pelo MySpace. Agora que foi descoberto (já em 2008), suponho que não precise do MySpace para nada, tal como toda a gente que respira.

Vocês lembram-se do vídeo do macaquinho? Aquele que era tão conhecido em 2006? A música chama-se “Upside Down” e é do Jack Johnson. Nada? Pois, eu também não me lembro dessa música muito bem. Mas se calhar ainda se lembram que a canção era fofa e muito alegre, meia virada para as criancinhas mas a nós adultos também não nos fazia mal nenhum.

Se tivesse de fazer uma comparação à força, diria que o Adam Young cria música alegre e fofa como o Jack Johnson, embora (e desculpem-me a ousadia) ninguém se lembre do Jack Johnson… E eu tenho a distinta impressão que o Adam vai ter um lugar na história da música. Talvez conheçam o single “Fireflies”, que tanto encantou tanta gente e enjoou outras tantas pessoas. Foi das canções que mais o catapultou para a ribalta, mas entretanto já criou tantas outras canções que já não pode ser reconhecido apenas por uma.

Publicidade à parte, nunca esperei gostar tanto deste homem como gosto. Quando ouvi a “Fireflies”, lembro-me de ter pensado que era gira, e devia pesquisar sobre este assunto todo do “Owl City”… E quando lhe apanhei o canal no YouTube, céus. É que nunca mais parei.

Posso, com toda a certezinha do mundo, dizer que cada música dele me faz esquecer que tenho a coordenação motora de uma lontra em terra e me faz dançar e saltar e sorrir até cair exausta na cama. Pura e simplesmente não consigo controlar-me e tenho que me mexer e cantar até a última música parar. E acreditem, a insegurança é tanta que já me decidi a nunca mais na minha vida ouvir Owl City em público… Porque a última coisa que vocês querem é entrar num transporte público e verem uma rapariga lá no fundo a ter convulsões propositadas.


Crónica de Carla Vieira
Foco de Lente 

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